Diário de treino Cafigueira (Tentar andar mais e melhor)

Eu tenho bastante dificultade em manter planos de treino de forma rigorosa e sou bastante ignorante na análise de dados. Vou muito por sensações! Mas gosto muito de ver tópicos bem detalhados com os numeros e descrições das voltas e tal.
Boas pedaladas ;)
Então já somos dois, só tive planos de treinos em 2015, desde então só ando para andar, e tento andar sempre com bom andamento, e então quando chego a algumas subidas que sei que tem KOM, vou sempre dar o máximo, se tivesse que seguir um plano e o plano me disse-se que só tinha de carregar em metade da subida, o meu instinto é tentar ir sempre a fundo a subida toda :D
E eu a analisar os dados também não pesco nada, o amigo NULL ainda me deu umas dicas mas eu sou muito preguiçoso, prefiro ir andar que estar a ler :D
Um abraço
 

Bruso

Well-Known Member
Então já somos dois, só tive planos de treinos em 2015, desde então só ando para andar, e tento andar sempre com bom andamento, e então quando chego a algumas subidas que sei que tem KOM, vou sempre dar o máximo, se tivesse que seguir um plano e o plano me disse-se que só tinha de carregar em metade da subida, o meu instinto é tentar ir sempre a fundo a subida toda :D
E eu a analisar os dados também não pesco nada, o amigo NULL ainda me deu umas dicas mas eu sou muito preguiçoso, prefiro ir andar que estar a ler :D
Um abraço
Somos 3 então. :cool:
Segundo consta o Philip Gilbert também treinava assim antigamente. Treinos longos e fazia todas as subidas à morte. Ganhou 4 monumentos e um campeonato do mundo portanto deve servir para alguma coisa.
 

NULL

Moderador
Staff member
Em Portugal há vários exemplos de gente que treinava assim... o Manuel Zeferino era um deles.

Um amador tem poucas responsabilidades, isto é, não tem que justificar investimentos, pode perfeitamente treinar dessa forma. Vai gerindo a gosto, faz o que lhe apetece, se evoluir 2% em vez de evoluir 4% ao ano fica o mesmo.

Contudo, se estivermos a falar de profissionais a coisa muda de figura. Eu não acredito que a treinar sempre "à morte" proporcione uma evolução maior do que o treino estruturado. E não acredito porque à luz da ciência conhecida aos dias de hoje isso é difícil de conseguir.
Eu acredito que todas as zonas devem ser treinadas e cada uma tem a sua calendarização. Se um atleta treina sempre "à morte" não acredito que consiga estimular todas as zonas, aliás, possivelmente nem consegue estimular as zonas "da morte" o tempo que devia.

Isto por exemplo é um treino com esforços curtos de alta intensidade. Apesar de não ter sido perfeito pode-se considerar um bom exemplo de treino uma vez que que treinou-se a zona que se queria treinar, o tempo que se queria e a flutuar no limite das reservas de oxigénio. Se as primeiras séries tivessem sido mais longas ou mais intensas seria difícil completar as restantes, ficando essa zona com volume insuficiente.



Aqui temos outro exemplo do treino "à morte" onde o atleta depois de um esforço demasiado alto não voltou a encontrar as pernas... Apesar de ter treinado duro essa zona na zona marcada ficou sem disponibilidade para a treinar no tempo que restou até ao fim do exercício. Mesmo que quisesse não teria essa disponibilidade.



Concordo que para os amadores estas coisas valem 0, concordo que treinar por sensações é mais do que suficiente, concordo com isso tudo. Mas não consigo acreditar que treinar assim seja mais produtivo do que um bom treino estruturado, isso não. :)
 
Em Portugal há vários exemplos de gente que treinava assim... o Manuel Zeferino era um deles.

Um amador tem poucas responsabilidades, isto é, não tem que justificar investimentos, pode perfeitamente treinar dessa forma. Vai gerindo a gosto, faz o que lhe apetece, se evoluir 2% em vez de evoluir 4% ao ano fica o mesmo.

Contudo, se estivermos a falar de profissionais a coisa muda de figura. Eu não acredito que a treinar sempre "à morte" proporcione uma evolução maior do que o treino estruturado. E não acredito porque à luz da ciência conhecida aos dias de hoje isso é difícil de conseguir.
Eu acredito que todas as zonas devem ser treinadas e cada uma tem a sua calendarização. Se um atleta treina sempre "à morte" não acredito que consiga estimular todas as zonas, aliás, possivelmente nem consegue estimular as zonas "da morte" o tempo que devia.

Isto por exemplo é um treino com esforços curtos de alta intensidade. Apesar de não ter sido perfeito pode-se considerar um bom exemplo de treino uma vez que que treinou-se a zona que se queria treinar, o tempo que se queria e a flutuar no limite das reservas de oxigénio. Se as primeiras séries tivessem sido mais longas ou mais intensas seria difícil completar as restantes, ficando essa zona com volume insuficiente.



Aqui temos outro exemplo do treino "à morte" onde o atleta depois de um esforço demasiado alto não voltou a encontrar as pernas... Apesar de ter treinado duro essa zona na zona marcada ficou sem disponibilidade para a treinar no tempo que restou até ao fim do exercício. Mesmo que quisesse não teria essa disponibilidade.



Concordo que para os amadores estas coisas valem 0, concordo que treinar por sensações é mais do que suficiente, concordo com isso tudo. Mas não consigo acreditar que treinar assim seja mais produtivo do que um bom treino estruturado, isso não. :)
Estou completamente de acordo, o problema deste lado é ter de cumprir, como tenho quase a certeza que não seria fácil de o fazer, prefiro andar livre sem obrigações, mas tenho a perfeita noção que se o fizesse iria ter melhor evolução, pode ser que para o ano se proporcione alguma coisa desse género caso haja provas.
 
Boas esta semana só começou ontem pois só consegui ir compor a roda Segunda ao fim da tarde.
Foi uma volta em que a primeira parte me deixei ir ao sabor do vento, tendo obtido os 40km mais rápidos até Barca D'Alva, o problema foi depois o penar até Pinhel Novamente maioritariamente a Subir e contra o vento. Mas não Pode ser sempre a ajudar :D
 
Boas esta semana só começou ontem pois só consegui ir compor a roda Segunda ao fim da tarde.
Foi uma volta em que a primeira parte me deixei ir ao sabor do vento, tendo obtido os 40km mais rápidos até Barca D'Alva, o problema foi depois o penar até Pinhel Novamente maioritariamente a Subir e contra o vento. Mas não Pode ser sempre a ajudar :D
Esses treinos são os mais lixados, melhores para mim: Vamos á bolina e sempre no redline com vento de costas (a pensar que somos PRO´s) e depois o resto da malha/tareia é quando se volta contra o vento :D É sempre a martelar. Ahaha
 

cafigueira

Well-Known Member
Bom dia malta,
Mais uma semana se passou, e as coisas estão a voltar ao tempo de inverno, chegou aqui o mau tempo e os dias a ficarem mais curtos.
Esta semana comecei com uma ida a Barca D'Alva como já tinha descrito.
Na quarta foi uma volta mais calma para tentar recuperar de terça.
Na Sexta tive de montar a bike no rolo que estava um temporal na rua, e dei por inicio a época do hamster.
No Sábado a receita foi a mesma no rolo.
Já no domingo a previsão seria que não iria chover de manha, mas não passou de previsão e falhada, que apanhei uma valente molha, mas em BTT.
Deixo assim o resumo da semana que voltou a ser menos intensa e mais curta a nível de horas, a tendência será manter agora na casa 10 11h por semana.

Boas voltas a todos.
 
Boas amigos,
Esta semana comecei na segunda com uma volta calminha no zwift.
Ontem mais uma vez no zwift vi la o percurso do Mont Ventoux e pensei porque não?? e lá fui fazer essa subida.
Acabei por fazer a subida com um bom ritmo, mas apesar do mau tempo ainda está muito calor para se carregar no rolo, nunca tinha ficado com os pés molhados no rolo com ontem.
Acabei por fazer a subida em 1h07m com média de 330W, vamos esperar por o frio para tentar melhorar o tempo :D
Boas Voltas malta.
 
quem vive em zonas urbanas os segmentos regra geral são curtos, mas quem mora em zonas rurais... são kms e kms sem ver alma. Tenho família na Guarda e também já pedalei por esses lados. Zona tranquila de transito, divertida e com muitas opções de treino (subir/descer/rolar).