Gravel: em busca da Aventura

pacheco

Well-Known Member
#83
Só queria perceber uma coisa:
O que faço com gravel que não faço com btt?

Saltos? Aqueles single tracks com raízes e cenas que têm bastante impacto?
Boa tarde,

Não que te saiba responder, mas acho que fizeste a pergunta ao contrário, certo?

No meu caso, tendo em conta que o que fazia com a de BTT não era nada agressivo, acabou por me trazer o melhor de dois mundos: melhor a andar na estrada e possibilidade de andar fora dela.

Como alguem dizia faz tudo e não faz nada bem. Mas faz tudo o que eu preciso, só não faz mais por preguiça do pedalante.

Curiosamente, antes de vir a este tópico estava a ver este vídeo :


Abraço
 

elchocollat

Well-Known Member
#84
Por exemplo, acho que fazer single tracks manhosos com um bicicleta de gravel é demasiado agressivo por não haver suspensão.
Saltos em BTT é fácil, mas e com gravel? Porque uma bicicleta de gravel peca por não ter suspensão e perde a essência (talvez) do btt.
Mas claro que ganha por ter a versatilidade de dar para rolar na estrada depois.
Eu às vezes penso que uma bicicleta de gravel é excelente, mas fico a pensar se não fica limitada por ser um BTT mais suave, e quando não se conhecem os caminhos um gajo pode-se tramar depois :p
 

pacheco

Well-Known Member
#85
O que faço com gravel que não faço com btt?
Daí eu dizer que fizeste a pergunta ao contrário... O que se faz com uma de BTT que nao faço com uma gravel...

Do que tenho visto, acho que depende muito da bicicleta. No meu caso é uma Triban RC500 com pneus mais largos que receio que nao esteja bem preparada para grandes impactos principalmente pelas rodas...

Mas..


Abraço
 

cconst

Well-Known Member
#86
Eu sou do tempo...

Em que fazia BTT numa bici com quadro de ferro com transmissão 5x10 e sem qualquer suspensão. Nunca fiquei sem conseguir voltar a casa.

É claro que não me colocaria a descer o single do Vale Garcia de gravel... Já na de BTT sabe Deus!

O video pode não parecer... mas alem das pedras constantes a descida tem alguns degraus que mesmo numa BTT (com um angulo na testa interessante) a abordagem tem que ser cuidada (e ainda assim já lá vi alguns OTB).
 

Jazz

Well-Known Member
#87
Para mim é a bicicleta perfeita. Agora. Há 10 anos atrás não diria o mesmo.

A minha gravel veio substituir a BTT e a de estrada, com grande sucesso.

Há 10 anos atrás passava a vida em passeios e provas de BTT. Valongo, Lousada, Caramulinho, Cumes, DBR, até Leiria ia a tudo. Nunca na vida pensaria em fazer esses trilhos na gravel. Se é possível fazer grande parte dos trilhos referidos na Gravel? Sim. Mas não dá para todos. Nem pensar. Não estou a ver-me descer o Rock Garden da DBR na Gravel. Já na hardtail é difícil, quanto mais.

A de estrada também tinha muito uso. Nada como uma fininha para fazer 80, 100km duma vez. E é mais rápida. Principalmente a descer. Não vou aos 70-80km/h na Gravel, como na de estrada, vou aos 60, já não é mau.


Dito isto, parece que realmente a Gravel não serve para nada. Errado.

Há 10 anos para trás eu passava um dia inteiro fora de casa a andar de bicicleta. Sábado, Domingo, tanto fazia, saía de casa às sete da manhã e chegava às cinco da tarde.

Agora, com 3 filhos pequenos, não quero fazer isso. Não quero estar um dia inteiro fora de casa, quero aproveitar os tempos livres para estar com a minha família.

Também não quero fazer a descida para Melres feito maluco, ou descer a d. Pedro V ou a Alameda a mais de 70km/h. Não quero correr esse risco, agora. Já o fiz.

Também não faço BTT como fazia. São muitas horas fora. Pega no carro, anda 50km, 3 horas no monte, outros 50km para casa, etc, etc. Nunca mais me despachava. Há 10 anos era um domingo perfeito. Agora não. Também já não quero correr os riscos que corria.

Pareço um velho a falar, mas não é disso que se trata. Apenas mudei as minhas prioridades.

Mas a paixão pela bicicleta não desaparece. Por isso mudei para a Gravel.
As minhas voltas de bicicleta agora são mesmo isso, sempre de bicicleta.

Saio de casa na bicla, passados 5 minutos já estou a pedalar em paralelo, o que na de estrada era penoso. Agora, com um pneu de 47mm é super divertido. Viro à direita e apanho uma recta de asfalto e vou a abrir, não adormeço como na BTT.
Viro à esquerda e faço trilhos da zona, aqui não há nada de muito radical, a de Gravel é muito divertida em trilhos moderados de BTT. O nível de dificuldade também aumenta, o que torna os trilhos mais divertidos. Mais técnica, menos velocidade.
Para estradões e singles não muito técnicos é fabulosa.

2 horas depois estou em casa. Feito.



Ou seja, tanto pode ser a bicicleta ideal, como um trambolho. Depende dos objectivos.
 
#88
Por exemplo, acho que fazer single tracks manhosos com um bicicleta de gravel é demasiado agressivo por não haver suspensão.
Saltos em BTT é fácil, mas e com gravel? Porque uma bicicleta de gravel peca por não ter suspensão e perde a essência (talvez) do btt.
Mas claro que ganha por ter a versatilidade de dar para rolar na estrada depois.
Eu às vezes penso que uma bicicleta de gravel é excelente, mas fico a pensar se não fica limitada por ser um BTT mais suave, e quando não se conhecem os caminhos um gajo pode-se tramar depois :p
Pensa na gravel quase como uma BTT dos anos noventa com garfo rígido e pneus 2.10 ;)
Há quem diga que essa é que era a essência do BTT já que não havia "overgearing" como as suspensões/outros e apura-te o kit de unhas.

Com manitas e a borracha certa podes fazer muita coisa na terra e, vamos ser sinceros, há imensa gente a fazer BTT 90% estradão até com bikes de suspensão total. Será isso a essência? ;)
 
#90
Para mim é a bicicleta perfeita. Agora. Há 10 anos atrás não diria o mesmo.

A minha gravel veio substituir a BTT e a de estrada, com grande sucesso.

Há 10 anos atrás passava a vida em passeios e provas de BTT. Valongo, Lousada, Caramulinho, Cumes, DBR, até Leiria ia a tudo. Nunca na vida pensaria em fazer esses trilhos na gravel. Se é possível fazer grande parte dos trilhos referidos na Gravel? Sim. Mas não dá para todos. Nem pensar. Não estou a ver-me descer o Rock Garden da DBR na Gravel. Já na hardtail é difícil, quanto mais.

A de estrada também tinha muito uso. Nada como uma fininha para fazer 80, 100km duma vez. E é mais rápida. Principalmente a descer. Não vou aos 70-80km/h na Gravel, como na de estrada, vou aos 60, já não é mau.


Dito isto, parece que realmente a Gravel não serve para nada. Errado.

Há 10 anos para trás eu passava um dia inteiro fora de casa a andar de bicicleta. Sábado, Domingo, tanto fazia, saía de casa às sete da manhã e chegava às cinco da tarde.

Agora, com 3 filhos pequenos, não quero fazer isso. Não quero estar um dia inteiro fora de casa, quero aproveitar os tempos livres para estar com a minha família.

Também não quero fazer a descida para Melres feito maluco, ou descer a d. Pedro V ou a Alameda a mais de 70km/h. Não quero correr esse risco, agora. Já o fiz.

Também não faço BTT como fazia. São muitas horas fora. Pega no carro, anda 50km, 3 horas no monte, outros 50km para casa, etc, etc. Nunca mais me despachava. Há 10 anos era um domingo perfeito. Agora não. Também já não quero correr os riscos que corria.

Pareço um velho a falar, mas não é disso que se trata. Apenas mudei as minhas prioridades.

Mas a paixão pela bicicleta não desaparece. Por isso mudei para a Gravel.
As minhas voltas de bicicleta agora são mesmo isso, sempre de bicicleta.

Saio de casa na bicla, passados 5 minutos já estou a pedalar em paralelo, o que na de estrada era penoso. Agora, com um pneu de 47mm é super divertido. Viro à direita e apanho uma recta de asfalto e vou a abrir, não adormeço como na BTT.
Viro à esquerda e faço trilhos da zona, aqui não há nada de muito radical, a de Gravel é muito divertida em trilhos moderados de BTT. O nível de dificuldade também aumenta, o que torna os trilhos mais divertidos. Mais técnica, menos velocidade.
Para estradões e singles não muito técnicos é fabulosa.

2 horas depois estou em casa. Feito.



Ou seja, tanto pode ser a bicicleta ideal, como um trambolho. Depende dos objectivos.
P@rra não diria melhor :)
 

mussulo

Well-Known Member
#94
Fui um pouco pela mesma lógica que tu.
Deixei de ter o tempo todo do mundo para andar como queria, mais cedo ou mais tarde.
Mudei de trabalho e deixei de ter manhãs livres durante a semana, em que conseguia andar mais frequentemente.
Ultimamente andava aos domingos de manhã, e comecei a fazer uma "noturna" a meio da semana...

Finalmente decidi passar de 3 bicicletas (BTT, Estrada e Gravel), para apenas uma de Gravel.

Não o suficiente para ter 3 bicicletas, decidi despachar tudo, e ir buscar uma gravel que me enchesse as medidas.

A escolha recaiu numa Nordest, já tinha tido uma, agora apareceu-me um bom negócio e não hesitei!


Irei fazer a apresentação da mesma, mas junto o melhor dos 2 mundos, apenas com uma bike.
 

Carvalhon

Well-Known Member
#96
Quando comprei a minha de estrada há menos de 2 anos também pensei na de gravel. Acabei por ir para a de estrada por realmente querer uma bike com mais performance na estrada e tive receio que com a de gravel fosse pouco melhor que a de btt.
Mas sem dúvida, que a de gravel é uma excelente opção para quem quer andar nos 2 mundos, sem ter uma carrada de bikes e poupar uns trocos. A excepção é realmente quem faz btt a "sério".
 

mussulo

Well-Known Member
#97
Quando comprei a minha de estrada há menos de 2 anos também pensei na de gravel. Acabei por ir para a de estrada por realmente querer uma bike com mais performance na estrada e tive receio que com a de gravel fosse pouco melhor que a de btt.
Mas sem dúvida, que a de gravel é uma excelente opção para quem quer andar nos 2 mundos, sem ter uma carrada de bikes e poupar uns trocos. A excepção é realmente quem faz btt a "sério".

Olha que conheço quem faça BTT a sério com uma "gravel"

Ok não é uma gravel, é uma CX, e tem guiador reto.

Não sei se conhecem o Hugo Carvalho Espigão, mas esta é a bike com que ele anda, e faz maratonas btt, e não se nega a nada:

 
#98
Quando comprei a minha de estrada há menos de 2 anos também pensei na de gravel. Acabei por ir para a de estrada por realmente querer uma bike com mais performance na estrada e tive receio que com a de gravel fosse pouco melhor que a de btt.
Mas sem dúvida, que a de gravel é uma excelente opção para quem quer andar nos 2 mundos, sem ter uma carrada de bikes e poupar uns trocos. A excepção é realmente quem faz btt a "sério".
No espectro das gravel, existem as mais "relaxadas" nas geometrias, ideais para pneus BTT, bikepacking e easyrolling onde o objectivo não é eficácia/velocidade em estradão/alcatrão mas numa vertente à antiga de BTT rígida com drop, como a nordest acima referida.
Depois também tens os lobos camuflados em pele de ovelha, que, na essência são quase bikes com geometrias de estrada/endurance com um pouco mais de espaçamento para os pneus. Nestas o ideal é ter dois pares de rodas (com as mesmas cassetes, cubos e discos para facilitar a troca). Umas para terra e outras para estrada e ir intercalando conforme o tipo de percurso. Nestas bikes, como a cervelo áspero, 3T exploro, Ridley Noah, Open Up, entre outras, a eficácia nas voltas de estrada será mais limitada pelas relações pedaleiro/cassete (e pernas) que outra coisa ;)
 
#99
Fui um pouco pela mesma lógica que tu.
Deixei de ter o tempo todo do mundo para andar como queria, mais cedo ou mais tarde.
Mudei de trabalho e deixei de ter manhãs livres durante a semana, em que conseguia andar mais frequentemente.
Ultimamente andava aos domingos de manhã, e comecei a fazer uma "noturna" a meio da semana...

Finalmente decidi passar de 3 bicicletas (BTT, Estrada e Gravel), para apenas uma de Gravel.

Não o suficiente para ter 3 bicicletas, decidi despachar tudo, e ir buscar uma gravel que me enchesse as medidas.

A escolha recaiu numa Nordest, já tinha tido uma, agora apareceu-me um bom negócio e não hesitei!


Irei fazer a apresentação da mesma, mas junto o melhor dos 2 mundos, apenas com uma bike.
Nice, foi aquele que estava no OLX duma loja em Leiria?
 

mussulo

Well-Known Member
Nice, foi aquele que estava no OLX duma loja em Leiria?
Não,
Foi comprado através da ArrábidaBikes

Já fiz umas alterações (havia algumas coisas que não gostava), mas ainda assim com alterações feitas, foi um grande negócio.

Ainda me falta mudar os pneus, colocar uns mais largos - vão entrar os Panaracer Gravel king SK em 43 e ai está finalizada.

Domingo já vou andar novamente, faço umas fotos e posteriormente a devida apresentação da gaja!