Segurança rodoviária

jpacheco

Well-Known Member
#21
Pode-se tomar o exemplo dado pelo @jpacheco (embora considere que uma faixa no meio do transito afaste muitos ciclistas).
Não há faixa do meio :D Os carros á direita representam o estacionamento. Da mesma forma que este existe na imagem real.

As crianças, e bem, podem circular no passeio. (na minha opinião muito pessoal, se a velocidade for semelhante aos dos peões e não crie perigo acho que as bicicletas poderiam igualmente circular nos passeios, desde que este não causem integridade fisica dos peões.)
 

cconst

Well-Known Member
#22
se a velocidade for semelhante aos dos peões e não crie perigo acho que as bicicletas poderiam igualmente circular nos passeios, desde que este não causem integridade fisica dos peões
Aqui caímos na não-regulação das coisas em que passamos a confiar no bom senso. E... estou cansado de ver pessoas (ciclistas) cujo bom senso é bastante diferente do meu (para pior, acho).

MAS reitero que no contexto de mobilidade urbana - e ainda para mais com as bicicletas elétricas - uma viatura deve circular separada dos peões. Sempre.
 

jpacheco

Well-Known Member
#23
Aqui caímos na não-regulação das coisas em que passamos a confiar no bom senso. E... estou cansado de ver pessoas (ciclistas) cujo bom senso é bastante diferente do meu (para pior, acho).

MAS reitero que no contexto de mobilidade urbana - e ainda para mais com as bicicletas elétricas - uma viatura deve circular separada dos peões. Sempre.
Não é bom senso. Podes mesurar: velocidade inferior 10km/h. Dar prioridade sempre na passagem aos peões. Mas não vale a pena discutir este ponto que é muito pessoal, e também não me incomoda que esteja assim.

No entanto e dado a proibição de andar no passeio, apareceu um fenomeno brutal. As autarquias começaram a criar ciclovias mistas para velocipedes e peões (e esta heim). Não podes andar no passeio, mas podes andar na pista que dá para o dois, ou no que eu chamo passeio ciclavel.
 

jpacheco

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#25
Exactamente @jocarreira, infelizmente fico com essa percepção.

Entretanto encontro no facebook outro cidadão preocupado e com conhecimentos no que á mobilidade urbana diz respeito com uma solução muito semelhante á colocada a cima.

Por ventura removia os pinos... sei que são feitos para desencorajar os automobilistas de galgarem a ciclovia mas por outro lado são elementos que podem facilmente atirar um velocipede ao chão numa ultrapassagem por exemplo.
 

cou7inho

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#26
Não é bom senso. Podes mesurar: velocidade inferior 10km/h. Dar prioridade sempre na passagem aos peões. Mas não vale a pena discutir este ponto que é muito pessoal, e também não me incomoda que esteja assim.

No entanto e dado a proibição de andar no passeio, apareceu um fenomeno brutal. As autarquias começaram a criar ciclovias mistas para velocipedes e peões (e esta heim). Não podes andar no passeio, mas podes andar na pista que dá para o dois, ou no que eu chamo passeio ciclavel.
A minha questão é: quem é que anda a 10km/h na ciclovia?:D
Concordo totalmente com o segundo parágrafo. A lei proíbe andar de bicicleta no passeio, mas se o passeio estiver pintado então já se pode andar. Aqui se vê o quanto a lei se esta a lixar para a segurança dos ciclistas e peões. Como já referi várias vezes é preciso mudar radicalmente a visão que a nossa sociedade e governantes têm em relação ao uso da bicicleta. Caso contrário vamos continuar a ver estas ciclovia que nem comentários merecem.
 
#27
A Câmara Municipal do Porto (CMP) recentemente pôs em prática o chamado plano "resgatar o espaço público", plano este que prevê além de várias transformações, o alargamento da rede de ciclovias de 19 para 54 km até ao final do ano. Com efeito, a mobilidade em bicicleta tem sido um dos parentes pobres das políticas de mobilidade da CMP.

Ao contrário de outras cidades, no Porto, o investimento na promoção da bicicleta como modo de transporte tem sido praticamente nulo. Com efeito, a mobilidade ciclável tem sido um dos parentes pobres das políticas de mobilidade da CMP e é vista com algum desprezo por parte dos responsáveis políticos. Por exemplo, Rui Moreira chegou a dizer que não acredita na bicicleta como solução de mobilidade para a cidade. O presidente da CMP chegou inclusive a defender medidas retrógradas como a matrícula e o seguro obrigatório! Enfim...

Ok, o "plano" representa uma aparente inversão nas políticas até agora seguidas pelo município, o que é de salutar. Algumas "ciclovias" têm sido desenhadas em meio rodoviário, onde devem estar, mas muitas apresentam evidentes erros de desenho, soluções engenhocas... sim, engenhocas, para tentar dar a volta às estreitas ruas, aos sentidos únicos e ao fluxo rodoviário. Exemplo recente é a "ciclocoisa" desenhada desde a Rotunda da Boavista, pela Av. de França até à Av. de Xangai, para ligar à ciclovia da Prelada. Tem a vantagem de o ciclista poder circular em algumas ruas de sentido único, mas depois, recorrentemente a mobilidade encrava com a atitude mesquinha e recorrente dos automobilistas que teimam em desrespeitar tudo e todos.

Antes do plano da CMP, assim estava a Rua Vieira Portuense (imagem Google Street de setembro de 2019)




Depois do "plano" assim está a mesma rua. Imagem de ontem à tarde, tirada quando pretendia seguir a "ciclocoisa" da Av. de França


(aqui o ciclista terá duas soluções... três, vá lá: circular pela esquerda em sentido proibido, circular pela direita no passeio, ou passar-lhe por cima!)

Para que efectivamente a cidade do Porto desenvolva uma boa rede de ciclovias é essencial tornar a bicicleta uma solução de mobilidade acessível a todos. Não basta avançar com medidas avulsas, é necessário articular um conjunto de medidas coerentes e integradas com vista à promoção da mobilidade em bicicleta, com fiscalização, campanhas de sensibilização e orientações básicas junto dos todos os municipes, sejam eles automobilistas, ciclistas, ou não.
 

jpacheco

Well-Known Member
#28
A minha questão é: quem é que anda a 10km/h na ciclovia?:D
Referia-me na possibilidade de andar nos passeios.

Em termos de mobilidade urbana, no que se refere ás pistas mistas para velocípedes e peões, terão que ser definidos velocidades/limites e prioridades. Querem-me parecer que funcionarão melhor em termos de lazer do que para a própria mobilidade urbana. Este tipo de pistas não têm uma boa ligação com a restante rede viária pela normal protecção existente para os peões.

@Paulofski estamos a roubar espaço ás latas automoveis na cidade. Essa Rua Vieira Portuense é um bom exemplo disso mesmo. O que dava dantes para estacionar nos dois lados da estrada neste momento retiraram 50% do estacionamento. Para quem faz o dia a dia nessa parte da cidade deve ter ficado doido com as alterações. Eu confesso que não acho necessário haver um corredor dedicado ás bicicletas em todas as vias de transito. Uma rua como essa, que me parece secundária?!, longe de ser movimentada por muito transito a via ciclavel poderia ser partilhada com o transito automóvel normalmente (atenção que estou a falar por alto e pela sensação que me dá a ver essa imagem, desconheço o contexto e o sitio).

O problema da não aceitação política, é que tirar uma via de transito numa rua movimentada numa cidade, é polémico e impopular. É preciso te-los no sitio para aguentar uma situação dessas. Eventualmente as pessoas irão adaptar-se á nova realidade e começar a usufruir de espaços mais amplos.

Nesta aldeia pequenita que é Coimbra, tenho notado 2 realidades. Transito caótico a horas de ponta, para: entrada e saída de trabalhos; deslocação dos pais para levar os filhos á escola e outras atividades; e uma nova realidade que é dos estudantes terem e levaram o carro nas deslocações para a Universidade. Tirando estes dois pontos o transito na cidade é muito reduzido. Isto para dizer que, se queremos reduzir fluxos de transito e retirar os automóveis da estrada temos que oferecer soluções viáveis para essas pessoas e para os trajectos mais caóticos. Não é preciso ser ganhar um nobel da mobilidade urbana para se perceber o que é preciso fazer: detectar o problema; empenho em encontrar soluções com os visados; implementação.
 

Bipbip

Well-Known Member
#29
Na minha opinião a bicicleta é um veiculo e como tal deve partilhar o espaço reservado aos veículos, quanto mais nos afastarmos deste conceito mais vamos ficar enclausurados num emaranhado de decisões e longe de podermos circular de forma livre, a continuar assim qq dia teremos tantas limitações que duvido que possamos utilizar as estradas livremente. Acho que começa a estar em causa a liberdade, pois os próprios automobilistas nos "forçam" a ir para as ciclovias ou pseudo ciclovias, sempre que existem .... independentemente se tem condições ou não para lá circularmos.
As camaras de uma forma geral "preocupam-se" em fazer aquilo que autodenominam de ciclovias (será que se acabaram as rotundas??) e saem estes mamarrachos, mas não se preocupam com sargetas com as entradas dos bueiros no sentido da circulação, bermas esburacadas, estacionamento selvagem, diminuição das faixas de rodagem para estacionamento pago, pisos com desníveis de centímetros entre o piso de rodagem e tampas,sargetas, etc, etc etc .....
Eu quando me desloco seja de carro, moto ou bicicleta desloco-me num veiculo e como tal só peço ser considerado e respeitado como tal.
 

joseruivo

Well-Known Member
#30
Na minha opinião a bicicleta é um veiculo e como tal deve partilhar o espaço reservado aos veículos, quanto mais nos afastarmos deste conceito mais vamos ficar enclausurados num emaranhado de decisões e longe de podermos circular de forma livre, a continuar assim qq dia teremos tantas limitações que duvido que possamos utilizar as estradas livremente. Acho que começa a estar em causa a liberdade, pois os próprios automobilistas nos "forçam" a ir para as ciclovias ou pseudo ciclovias, sempre que existem .... independentemente se tem condições ou não para lá circularmos.
Amen brother!
 
#31
Passeio, peõs
Estrada, veículos

Só tem que se aprender a viver com isso, neste caso na estrada. Nós respeitarmos os carros, os carros respeitarem os ciclistas.
A base é apenas consciencialização.

Para mim, simples de entender.
Para mim, simples de implementar.

Para mim, simples de fazer passar a mensagem.
Para mim, difícil no geral ser cumprido.

Só tem que haver mudança na mentalidade.
 

cconst

Well-Known Member
#33
Ontem de alguma forma até enalteci o trabalho da JF Olivais no que toca a mobilidade urbana. Mas hoje numa corrida vi que estavam a pintar o exterior de uma rotunda para as bicicletas passarem. O que eu vi de mal!? Um dos acessos à rotunda é feita a descer num pedaço de alcatrão retirado aos automóveis em prol das bicicletas. O problema é que esse pedaço leva os dois sentidos de circulação. E as bicicletas devem fazer parte da rotunda em contra-mão (evidenciei a verde a zona com dois sentidos de circulção para as bicicletas)


Hoje ainda estavam em trabalhos... mas a ver se amanhã passo com mais calma para ver a obra.
 
#36
Para quem está interessado no assunto, muito bom seminário!
"Na holanda as crianças quando nascem aprendem primeiro andar de bicicleta do que a andar..."
Quando visitei a holanda aprendi que as crianças antes de saber ler e escrever já sabem: andar de bicicleta, nadar e andar em patins.
Bicicleta porque pronto não é preciso explicar...
Nadar porque é incutido na cultura pelo que percebi
Andar em patins por causa dos lagos e canais de água que congelam no inverno e então eles brincam lá
 

jpacheco

Well-Known Member
#38
Já não consegui editar o post em cima:

Catarina qq coisa diz...
"- Um automobilista NÃO pode fazer uma ultrapassagem utilizando a mesma via que o velocípede".

Pode desde que dê 1,5metros distância como é clarificado no vídeo mais á frente.

"- A circulação do velocípede NÃO tem de ser feita o mais à direita possível, nem deve, pois o resultado disso é o que mostram orgulhosamente no vosso vídeo: ultrapassagens de automobilistas sem mudança de via e sem respeito dos 1,5 metros de distância de segurança."

Concordo em parte: no vídeo demostra uma ultrapassagem bastante rapida e descuidada e o que se vê por vezes é o que depreende. No entanto todos os veiculos por lei devem circular o mais á direita possivel na sua via de transito. Claro que, o mais á direita possivel não quer dizer encostado constantemente á berma. Pois os velocipedes em particular podem ter que se desviar de alguns obstaculo e precisam de ter margem para o fazerem em segurança.

"- A utilização de capacete NÃO é obrigatória."

É verdade, mas pode ser recomendada?!

Concordo que poderiam ter mais atenção na mensagem que passam. O video está dinâmico e engraçado, mas passivel de ser criticado / melhorado. Acho que tentaram passar demasiada informação em 30 segundos, nem sempre é fácil ser claro num curto espaço de tempo.

O que é que vocês melhorariam aqui?
 

gfrmartins

Well-Known Member
#39
Já não consegui editar o post em cima:

Catarina qq coisa diz...
"- Um automobilista NÃO pode fazer uma ultrapassagem utilizando a mesma via que o velocípede".

Pode desde que dê 1,5metros distância como é clarificado no vídeo mais á frente.

?

Artigo 38.º
Realização da manobra


3 - Para a realização da manobra, o condutor deve ocupar o lado da faixa de rodagem destinado à circulação em sentido contrário ou, se existir mais que uma via de trânsito no mesmo sentido, a via de trânsito à esquerda daquela em que circula o veículo ultrapassado.

E já nem falo ultrapassar existindo um traço continuo
 

jpacheco

Well-Known Member
#40
No ponto e) do número 2, "Na ultrapassagem de velocípedes ou à passagem de peões que circulem ou se encontrem na berma, guarda a distância lateral mínima de 1,5 m e abranda a velocidade."

Se calhar este seria o mais adequado. Alias, no vídeo na primeira ultrapassagem deveria ser evidenciado isso. A redução da velocidade e um grafismo de 1,5m de distância. São pormenores importantes.

Em suma é como referi, querem tratar em 30 segundos de demasiados pontos importantes no que respeita á segurança rodoviária. Acho que dá aso a muito más interpretações.

https://dre.pt/web/guest/legislacao-consolidada/-/lc/117121508/202006270300/73639159/diploma/indice