Rescaldos & Relatos do Road Fondo 20/03/2016 Algarve.

Bernalve

Well-Known Member
#3
trepadores qual a opinião sobre o percurso escolhido?

Eu não entendo o que passou pela cabeça da organização fazer um início daqueles... O pior foi à saída de Loulé, caí numa descida, a minha roda escorregou na gravilha que estava numa das curvas. Fiquei com arranhões do lado esquerdo do corpo. E tive 10 minutos para pôr a corrente no sitio, tive sorte que o carro de apoio da equipa 5quinas que me ajudou. Afinal elementos estranhos à organizacão sãomais úteis que os próprios da organização. Ainda ajudei um rapaz que teve um furo. Problemas resolvidos e devia ser dos últimos. Lá mais à frente, estava uma pessoa em muito mal estado. Sangrava da cabeça e estava com o lábio todo cortado. Em suma o percurso escolhido para o inicio da prova acho que foi uma decisão no mínimo infeliz para não dizer macabra. O final ainda vai que não vai. De resto estava um percurso bem interessante, com subidas muito perto da dureza do Malhão.

Eu seguia com os da frente quando caí, até fiz um KOM bem jeitoso no Strava eeheh. Depois da queda fiz quase um contra relógio e paguei no final com duas cãibras bem lixadas... ainda pelo meio tive um dor de barriga.

Terminei em 117° no Silver.fondo

Para a próxima corre melhor. A próxima que será o Xtreme Albufeira.
 
#4
Boas,

O percurso foi interessante, agora as estradas escolhidas deixaram a desejar. Sou eu que pago a minha bicicleta e pobrezinha, o que sofreu. Locais houve em que mal havia asfalto, o fim da prova nem se fala ... Gostava de repetir mas com outro piso e sei que existem alternativas. A organização esteve impecável, os locais abastecimentos muito bons e bem suportados. No geral gostei bastante e a chuva ameaçou, mas não apareceu.

Cumprimentos,

A. Duarte
 

Wawando

Well-Known Member
#8
Fiz o Grande (Gold?) sempre a abrir. Percurso giro com o problema da estrada inicial e final... Aquilo é só boas estradas, não havia necessidade!
De resto tudo impec
 
#9
Ola malta boas.

Já estou recuperado do amasso que levei ontem, ontem nem sentia o corpo.

Muita gente ficou a saber que o Algarve não é só plano.

Havia muito para dizer a respeito dos entraves que esta organização teve para por este Road Fondo na estrada, não vou dizer aquilo que me relataram no sábado, a Respeito das dificuldades de escolha de trajectos.

Muito havia para dizer.

Até posso dizer mas em MP.


picture share
 
#11

@ GMQ

Olá GMQ boas, fizeste qual dos trajectos.


Estive fazer uma pesquisa no tópico >> Road Fondo - Paulo Martins
<< não vi um único comentário teu a respeito deste invento feito na tua aria de residência.


E agora depois na minha ultima mensagem pedes para eu fazer o meu relato.

Aguardo pelo teu comentário, isto no caso de teres estado presente.
 

GMQ

Well-Known Member
#12
@trepadores calma. não fiz nenhum dos trajectos. nem me cheguei a inscrever um pouco por me ter lembrado do mesmo um pouco tarde. Só acho que seria proveitoso no caso de queres partilhar a tua experiência. Não estou a exigir-te nada, apenas que partilhes por que sei que tu sempre o fazes. O ano passado fizeste na volta ao Algarve. MAs isso é lá contigo...
 
#13
Boas,

@beralve deves ter passado por mim, terminaste uns bons 10 minutos antes. tenho que começar a arranjar um grupo para andar, fiz o trajecto todo praticamente sozinho e bem devagar nas partes com muito mau piso. Mas a minha praia é mesmo rolar e descer. Os 80 quilos não permitem grandes coisas nas subidas, ainda por cima levei 53-39, o que valeu foi o 28.

@trepadores da figuera, muito bom tempo. Era dentro dos valores que pretendia, mas as contas sairam ligeiramente furadas (4:54:22.88). Os cinquentões ainda fazem boa figura.

Alguém sabe como ficou o rapaz que caiu na primeira descida, quando passei não estava nada bem.


Cumprimentos,

A. Duarte
 

MigC77

Well-Known Member
#14
trepadores qual a opinião sobre o percurso escolhido?

Eu não entendo o que passou pela cabeça da organização fazer um início daqueles... O pior foi à saída de Loulé, caí numa descida, a minha roda escorregou na gravilha que estava numa das curvas. Fiquei com arranhões do lado esquerdo do corpo. E tive 10 minutos para pôr a corrente no sitio, tive sorte que o carro de apoio da equipa 5quinas que me ajudou. Afinal elementos estranhos à organizacão sãomais úteis que os próprios da organização. Ainda ajudei um rapaz que teve um furo. Problemas resolvidos e devia ser dos últimos. Lá mais à frente, estava uma pessoa em muito mal estado. Sangrava da cabeça e estava com o lábio todo cortado. Em suma o percurso escolhido para o inicio da prova acho que foi uma decisão no mínimo infeliz para não dizer macabra. O final ainda vai que não vai. De resto estava um percurso bem interessante, com subidas muito perto da dureza do Malhão.

Eu seguia com os da frente quando caí, até fiz um KOM bem jeitoso no Strava eeheh. Depois da queda fiz quase um contra relógio e paguei no final com duas cãibras bem lixadas... ainda pelo meio tive um dor de barriga.

Terminei em 117° no Silver.fondo

Para a próxima corre melhor. A próxima que será o Xtreme Albufeira.
Bernalve, lamento o sucedido na prova… Mas já agora se me permites, vou aproveitar para fazer alguns comentários que quem ler poderá ou não ter em conta…

Relativamente à estratégia da partida, pelo que percebi dos post que colocaste das duas provas que fizeste este ano no Algarve, partiste à frente e ias a tentar acompanhar os primeiros. Isso aumenta dois potenciais riscos: uma queda e um desgaste prematuro.

Comecemos por falar do posicionamento e dinâmica da partida. Normalmente as partidas assim como os primeiros kms são sempre confusos porque todos, independentemente dos seus objectivos, querem perder o menor tempo possível e posicionar-se o melhor possível como se tivessem aspirações a ganhar a prova. É neste momento que o risco de queda é maior… A questão que cada um se deve colocar a si próprio nestas situações é se realmente vale a pena o risco??? Uma queda implica imediatamente perda de tempo mas pode também implicar uma lesão, impeditiva ou não de continuar, e um problema mecânico que igualmente nos pode deixar sem opções de continuar. Não sei se nesta prova a partida está organizada por boxes atribuídas no momento da inscrição ou se cada um se posiciona conforme “quiser”, agora o que te posso dizer é que numa prova desta (terminaram cerca de 300… imagino que à partida fossem mais uns quantos talvez uns 400) se sabes que não tens ritmo para disputar um top 10 não vale a pena risco de te meteres em confusões… É uma prova de endurance não é um sprint :) Aliás uma grande parte dos artistas que saem disparados que nem galgos, que empurram, que se cruzam, acabam por rebentar passados uns kilometros, mas vamos falar disso já de seguida…

A velocidade que se imprime logo de início deve ser “calculada” e deve ter em conta algumas coisas… Para começar a questão que coloco é quantos de vcs tem à vossa disposição rolos ao pé da partida para “aquecer” antes do tiro de saída? Pois é… eu arriscaria dizer que a maioria dos participantes, sobretudo aqueles sem um estrutura de apoio, arranca a “frio”, o que deve ter sido em conta quando se “estuda” o ritmo óptimo de partida. Hoje em dia, toda a gente vai carregada de gadgets para medir tudo e mais um par de botas… mas quantos de vcs se dão realmente ao trabalho depois de um treino ou de uma prova de olhar para esse dados? Quantos de vcs se preocuparam em adquirir os conhecimentos mínimos para poder fazer uma leitura adequada desses dados? Quantos de vcs “simulam” partidas nos vossos treinos semanais? Falo neste ponto porque ao falar com muita gente me apercebo que o ritmo de partida é algo que é bastante “menosprezado” pela maioria… normalmente as pessoas tendem a pecar por excesso ou por defeito. E numa prova em que o resultado seja importante para quem participa, é um dos pontos de melhoria… perder tempo indo a um ritmo baixo quando já podíamos ir mais depressa ou ter que abrandar passado uns kms para recuperar porque nos esgotamos ao manter um ritmo acima daquele que conseguimos suportar de início não é de certeza aquilo que se pretende quando queremos optimizar a nossa prestação.

Por último falaste de cãibras… isso prende-se com uma alimentação/hidratação deficitária durante a prova.

Há muita informação e teoria na net é uma questão de ter vontade de se informar e aprender.

Bernalve, espero que não leves a mal… Escrevi isto porque percebi que estás a participar nestas provas com o objectivo de melhorar o teu desempenho e como sei que és um tipo que anda bastante bem (disse-me um “passarinho” ;) ) achei que valia pena escrever umas coisas…

My 2cents
 

Bernalve

Well-Known Member
#15
Há uma coisa que não faço que é comer bananas, dá-me um certo enjoo. Mas em dias de treino, depois do treino, vou começar a comer. As duas cãibras que me deram e que me obrigaram a parar duas vezes foi nesta zona onde está o círculo:



Comi dois géis, e um snicker durante os 120 km (4h e meia que durou a minha prova). O snicker deu-me um dor de barriga durante uns minutos, mas depois passou. É o que costumo comer em voltas em grupo que faço ao fim de semana. Sozinho, costumo só comer uma peça fruta (maça quase sempre) e/ou um chocolate/doce/bolo, etc...

A alimentação é algo que ainda me incomoda bastante nestas provas de grandfondo, como não gosto de parar nestas provas, com o excesso de esforço e alimentação à pressa, às vezes o meu corpo reage mal. Fujo às distâncias maiores por causa disso mesmo e também por ainda não ter um grande endurace.

Quanto à prova, eu por acaso fiz um aquecimento de 20 minutos, ritmo calmo às voltas lá ao pé do estádio do Algarve, onde foi a partida, e uns sprints alí e acolá. Não parti a frio totalmente, não tive grande problemas em acompanhar os da frente, apesar de ter percebido depois que mais tarde ou mais cedo não ia conseguir segui-los devido às subidas muito inclinadas que o percurso tem. Apesar de ser leve, as subidas inclinadas pedem muita potência, prefiro subidas longas e mais soft´s. Acho que estava com pernas para um top50 com mais sorte à mistura.

Participei nestas duas provas do Algarve, mais com o objectivo de me testar fisicamente comparativamente com os outros, e a 3ª prova que será em Albufeira onde irei tentar fazer o melhor resultado possível. No Douro vou mais no relax, e tenho como objectivo terminar o grande sem pensar em que lugar vou ficar porque até não vou partir na frente por isso nem vale a pena o desgaste inicial.

No grupo onde ando ao fim de semana que são os Passaros de Tires, andasse bem, tenho aprendido lá umas coisas, melhorei imenso a minha técnica de descida e drafting e raramente fico para trás nas subidas, é sempre mais no plano quando se começa aos ataques lol. Quando me vi nos últimos desta prova no Algarve depois da queda e do problema mecânico, pus-me a recuperar posições tipo contra relógio e paguei caro no final. Ultrapassei vários grupos, e se calhar devia ter ficado num deles para poupar mais as pernas. A verdade é que já estou no 2º dia de recuperação e ainda estou todo partido :cool:
 

GMQ

Well-Known Member
#16
Não sei se posso aqui comentar por não ter participado na prova.

:pBernalve quando comecei a levar isto do ciclismo com mais seriedade comecei a deparar-me com câimbras. Tomei magnesio card, é um medicamento de venda livre nas farmácias e bastante barato. Para além disso li um pouco sobre o assunto e a alimentação hidratação no treino prova são factores muito importantes pois um desequilíbrio nos teus níveis de sais minerais, etc conduzem também às ditas. Para além disso, há o problema do esforço que quando andamos no limite o nosso corpo começa a produzir acido láctico e não tendo capacidade de geri-lo acaba também por provocar as ditas câimbras. Daí a prescrição de treinos no limite FTP para criar no nosso organismo a capacidade de lidar com essa aglomeração de acido láctico nos músculos.
 
#17
Boas,

@Bernalve, define lá o todo partido. Fiz o mesmo percurso, terminei uns dez minutos atrás de ti e fi-lo sempre sozinho, ou seja não houve reboque de ninguém. Ontem já fui fazer uma hora em zona 1 e 2 (tanto cardíaca como de potência) e hoje tirei um dia de descanso, mas estou longe de me sentir todo partido, até estou bem. Isto para te dizer que acredito que te alimentaste mal durante a prova e especialmente imediatamente a seguir a mesma, isso faz toda a diferença. Só para teres uma ideia, o que comi:

Antes da prova, 2H30 antes: panqueca (100 gramas de aveia em farinha, 2 bananas, 2 ovos, pitada de sal) com 2 colheres de geleia de marmelo, 1 queijo fresco, cerca de 900 calorias

30 minutos antes da prova: 1 banana, 100 calorias

durante a prova: 6 barras/geis cerca de 200 calorias cada, mais bebida isotónica com sais mais 200 calorias, no total cerca de 1400 calorias

Imediatamente a seguir a prova, nos 30 minutos: Mistura de açucares e minerais (tricarb), 50 gramas de aveia em pó e proteína, num batido e mais uma banana, mais 450 calorias

A partir daqui começo a minha dieta normal.

Eu tenho 77 quilos neste momento, um metabolismo mais lento com certeza (50 anos), ora não sei o que comeste antes da prova nem depois, mas durante a prova parece-me mesmo muito pouco, experimenta coisas que gostes e que assimiles bem, vais ver que vais sentir diferença e o após prova vai ser bem diferente.

Espero ter ajudado, tenho que ir dar uma volta com a passarada um dia destes.

Abraço,

Duarte
 

Wawando

Well-Known Member
#18
Bons conselhos, aduarte. Eu fiz o grande em 5h26 e antes e depois da prova comi equivalente a ti. Durante as provas e treinos alimento-me a maltodextrina na água com sais. Neste caso comi 2 barritas para o estomago não se queixar. Zero caimbras, sempre a rasgar hehehe. Tenho que resolver o problema de ter que parar para refill mas como não vou para o pódio, que se lixe.
Em relação ao ritmo inicial, recomendo que se guiem pelo BPM. Não andar acima de 85% do max muito tempo, principalmente nunca passar dos 90% nessa fase inicial. Uns picozitos não fazem mal, mas mais que 1 min a "queimar" e a conta a meio da prova está lá!
De resto fogo à peça, sempre a curtir!!!
Ainda em relação ao Roadfondo estava à espera de mais da organização, que se limitou ao básico, gostei mais do Granfondo da FPC de há 1 mês. Ou seja, foi caro para o "retorno".
@Bernalve, é normal as caimbras darem aí :) Tb costumo andar com a passarada, mas uma coisa são picardias de fds outra são provas...
Abc
 
#19
Por último falaste de cãibras… isso prende-se com uma alimentação/hidratação deficitária durante a prova.
Não há provas nesse sentido. Nos últimos tempos a evidência vai mais no sentido de ser um problema exclusivamente do sistema nervoso periférico e que não responde à ingestão de sais ou de nutrientes. A solução passará por manipular neurotransmissores, confirmando-se esta hipótese.

Mas desculpem o off topic.
 
#20
Boas,

@Wawando, eu tive que comer mais durante a prova, porque as minhas fibras são maioritariamente brancas (velocidade) e muito pouco vermelhas (resistência), logo sou muito pouco económico. Ainda por cima fiz 70% do tempo em zona 4 e 5, ou seja acima dos 85%, logo tive que meter para dentro para não levar com a marreta.

A minha bebida é muito idêntica a tua, é o tricarb que compro no myprotein e tem a seguinte composição: (Palatinose® [Isomaltulose], Maltodextrina, Frutose), Eletrólitos (cloreto de sódio, sulfato de potássio, fosfato de cálcio 2, óxido de magnésio).


Abraços,