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DavidAlmeida

Active Member
Sim o Jonathan no podcast fala muitas vez em mistura só de Malto e frutose. Que quando mais simples melhor para a digestão. Mas lá está como em tudo nesta matéria de treino e nutrição, não é para todos.

Não é bem dentro do assunto mas outro factor que é negligenciado muitas vezes no treino indoor é a temperatura. O Dan Bingham falou em detalhe sobre o assunto num podcast sobre o recorde da hora. A performance decresce imenso com o aumento da temperatura corporal
Índoor sempre com ventoinha, de verão até é aconselhado duas.
Nota-se bem a diferença
 

NULL

Moderador
Staff member
Continuo a achar indiferente. Duvido que todos os ciclistas WT treinem da mesma forma. Mesmo dentro da mesma equipa haverá ciclistas que se darão melhor com maior foco em intensidade e outros com volume.

Eu não tenho qualquer dúvida que para discutir corridas, seja amadoras ou profissionais, tem que ter as duas coisas. Uma sem a outra não funciona para ganhar.
 

DavidAlmeida

Active Member
Eu não tenho qualquer dúvida que para discutir corridas, seja amadoras ou profissionais, tem que ter as duas coisas. Uma sem a outra não funciona para ganhar.
No treino concordo mas tens muitos outros fatores para ganhar , alimentação e cuidados a ter com a mesma é importantíssimo, descanso, músculos relaxados( massagista) tanta coisa que para o comum mortal é difícil ter.
 

NULL

Moderador
Staff member
No treino concordo mas tens muitos outros fatores para ganhar , alimentação e cuidados a ter com a mesma é importantíssimo, descanso, músculos relaxados( massagista) tanta coisa que para o comum mortal é difícil ter.

Estou a falar apenas do treino. Para ganhar é óbvio que há um conjunto de fatores como o treino, alimentação, descanso, hidratação, psicológico, peso, experiência, inteligência, entre outros. Mas aqui estou a gostar de ver os prós e contras do volume e intensidade…
 

Hugorgvteixeira

Well-Known Member
Bom tópico ao qual irei estar atento, blog´s sinceramente não sigo muito vou só dando uma olhadela de vez em quando no https://www.cyclingdomestique.pt do nosso amigo Edson.
Contudo posso falar da minha experiência pessoal,após andar literalmente a "passear a bicicleta" desde que iniciei na modalidade este fim de ano decidi pedir ajuda a um amigo, que para além de atleta "profissional em Portugal" (treina como tal compete como tal e tenta viver disto) está também a tirar nível 3 de treinador de certificação na Federação.
Basicamente não sou nenhum atleta,muito menos que deseja competir em granfondos etc apenas decidi por me a andar em condições e trabalhar o meu perfíl enquanto ciclista pedi lhe ajuda para estruturar a coisa.
Mas resumidamente após 3 semanas de Volume e Intensidade,estou a fazer "pausa" esta semana e sendo sincero fiz muita Z1/Z2 em rides "curtas" com limite de 3:30Hcmas maioria eram 02:30 e juntas com as séries, que fiz foram maioritáriamente em Z2/Z3 com high RPM´s,Endurance não tenho feito muito pois esse "tenho"
Mas já tinha a certeza que "Volume e Intensidade" tem de estar sempre presentes num treino bem estruturado,apenas não sabia como o fazer daí ter pedido ajuda.
Hoje por exemplo no rolo fiz 1:15 em Z2 com 3x5 em z3 a mais de 100rpm
 

DavidAlmeida

Active Member
Bom tópico ao qual irei estar atento, blog´s sinceramente não sigo muito vou só dando uma olhadela de vez em quando no https://www.cyclingdomestique.pt do nosso amigo Edson.
Contudo posso falar da minha experiência pessoal,após andar literalmente a "passear a bicicleta" desde que iniciei na modalidade este fim de ano decidi pedir ajuda a um amigo, que para além de atleta "profissional em Portugal" (treina como tal compete como tal e tenta viver disto) está também a tirar nível 3 de treinador de certificação na Federação.
Basicamente não sou nenhum atleta,muito menos que deseja competir em granfondos etc apenas decidi por me a andar em condições e trabalhar o meu perfíl enquanto ciclista pedi lhe ajuda para estruturar a coisa.
Mas resumidamente após 3 semanas de Volume e Intensidade,estou a fazer "pausa" esta semana e sendo sincero fiz muita Z1/Z2 em rides "curtas" com limite de 3:30Hcmas maioria eram 02:30 e juntas com as séries, que fiz foram maioritáriamente em Z2/Z3 com high RPM´s,Endurance não tenho feito muito pois esse "tenho"
Mas já tinha a certeza que "Volume e Intensidade" tem de estar sempre presentes num treino bem estruturado,apenas não sabia como o fazer daí ter pedido ajuda.
Hoje por exemplo no rolo fiz 1:15 em Z2 com 3x5 em z3 a mais de 100rpm
Esses treinos no rolo doem..pedalo em
Média em torno dos 85 rpm e hoje 1: 20 com rpms entre os 95 e os 100 rpm..
 

NULL

Moderador
Staff member
Achar que com menos tempo para treinar se pode, aumentando a intensidade, chegar onde chega um atleta com disponibilidade para fazer 15-20h/semana, parece-me um erro. E parece-me um erro por vários motivos. Primeiro porque intensidade a mais pode criar lesões musculares, tendinosas, dificuldades no sono, fadiga e exige demasiado do ponto de vista psicológico. Segundo porque apesar de melhorar, e eu acredito que para quem tem pouco tempo para treinar tem que colocar mais intensidade, nunca terá uma base aeróbica tão eficiente como a de um atleta que tem total disponibilidade.

Veja-se estes exemplos de atletas profissionais que ganham corridas em Portugal e fora.

Atleta A:
Dados de um ano-
903 horas
28394 km

Distribuição de zonas anual:
1668760335378.png


Atleta B:
Dados de um ano:
974h
26404Km

Distribuição de zonas anual:
1668760565008.png

Atleta C:
Dados de um ano:
548h
16699Km

Distribuição de zonas anual:
1668760702485.png

Dos 3 atletas o que tem menos horas e quilómetros é o atleta C, provavelmente o melhor sprinter português da atualidade. E tem menos horas porque o trabalho dele consiste mais noutro tipo de preparação. Os outros dois atletas são All-Rounders, punchers puros... ambos têm Z2 a entrar acima dos 200w...


Agora vamos aos amadores.

Amadores para ganhar granfondos, cássicas, XCM

Atleta D:
Dados de um ano:
775h
19881Km

Distribuição de zonas anual:
1668761114797.png

Atleta E:
Dados de um ano:
638h
18965Km

Distribuição de zonas anual:
1668761318611.png
Este atleta tem uma particularidade... vive num país que não tem subidas e o treino dele é sempre acima dos 190w... portanto, sempre em Z2... todavia, entre estes dois atletas amadores, e apesar de ambos discutirem corridas, o atleta D tem performances consideravelmente superiores ao atleta E, apesar de o atleta E treinar muito mais duro... ;)
 

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moshinho

Well-Known Member
Penso que li algures que estes treinos de rolo em SS de 1h, "oferecem" resistência para voltas de 3 a 4h.
@Bruso, sem ventilação é mesmo para um gajo sofrer e desidratar e fazer pum. Ventoinha sempre
 

TiagoLopes

Well-Known Member
Não tem a ver com a capacidade.
Tem a ver com a estruturação do plano e da intensidade.
Tinham muitos treinos de séries intensas em muitos dias da semana.
6 dias de treino em SS e vo2max e apenas 1 dia de descanso.
Quase ninguém aguentava uma época nisso.
E após muitos pedidos, queixas e afins, verificaram que o melhor é o 80/20 ou polarizado.
Daí terem vindo a baixar a intensidade dos treinos nos planos e mais recentemente o "adaptive training" que basicamente faz polarizado.
Estamos sempre a aprender e eles têm milhões ou milhares de milhões de feedback de treinos na base de dados deles e daí estarem finalmente a adaptar.
Quanto ao volume em z2, é essencial no início claro e essas 10/20h semanais irão custar muito na mesma mas não te vão "queimar" mais tarde, só irão fortalecer e criar muita resistência para os treinos mais intensos que virão mais tarde claro.
Agora esse número de horas é mesmo à profissional :) É por isso que não treino...não consigo cumprir um único plano que seja...ainda bem que existe malta que tem um trabalho e vida que permite isso ;)
Vida de cicloturista semi-profissional
Este vídeo do Dylan fala exatamente disso, logo no teu primeiro post me lembrei deste vídeo que expõe todos os problemas com o TR que tu mencionas.


Gosto mt do canal do Dylan, tem inclusive entrevistas com o Dr. Stephen Seiler um dos Gurus do Endurance.
E tb podem dar uma olhadela a este que é de um treinador escocês com sessoes de Q&A mt porreiras, no outro dia ele estava a falar da experiencia dele com inverted polarized training.
 

Carolina

Well-Known Member
Eu não tenho qualquer dúvida que para discutir corridas, seja amadoras ou profissionais, tem que ter as duas coisas. Uma sem a outra não funciona para ganhar.

Nem eu disse o contrário, tem sempre de haver as duas coisas. Só acho que não existe um método melhor que o outro (volume vs intensidade), depende sempre de atleta para atleta. Há quem vá preferir ter maior intensidade há quem prefira maior volume, não respondem todos da mesma forma ao estimulo de treino.
 

moshinho

Well-Known Member
Nem eu disse o contrário, tem sempre de haver as duas coisas. Só acho que não existe um método melhor que o outro (volume vs intensidade), depende sempre de atleta para atleta. Há quem vá preferir ter maior intensidade há quem prefira maior volume, não respondem todos da mesma forma ao estimulo de treino.
Concordo.
Daí dizer ao Bruno que os treinos deverão ser formulados e aplicados conforme o feedback de cada atleta e especificamente para o que querem.
Depois o empenho do atleta dita o resto.
Assiduidade é o que se quer.
 

Bruso

Well-Known Member
Claro mas é mesmo isso que eu defendo. Por isso é que disse que a história de 80/20 não é uma verdade absoluta.
 

pratoni

Well-Known Member
Achar que com menos tempo para treinar se pode, aumentando a intensidade, chegar onde chega um atleta com disponibilidade para fazer 15-20h/semana, parece-me um erro. E parece-me um erro por vários motivos. Primeiro porque intensidade a mais pode criar lesões musculares, tendinosas, dificuldades no sono, fadiga e exige demasiado do ponto de vista psicológico. Segundo porque apesar de melhorar, e eu acredito que para quem tem pouco tempo para treinar tem que colocar mais intensidade, nunca terá uma base aeróbica tão eficiente como a de um atleta que tem total disponibilidade.

Veja-se estes exemplos de atletas profissionais que ganham corridas em Portugal e fora.

Atleta A:
Dados de um ano-
903 horas
28394 km

Distribuição de zonas anual:
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Atleta B:
Dados de um ano:
974h
26404Km

Distribuição de zonas anual:
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Atleta C:
Dados de um ano:
548h
16699Km

Distribuição de zonas anual:
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Dos 3 atletas o que tem menos horas e quilómetros é o atleta C, provavelmente o melhor sprinter português da atualidade. E tem menos horas porque o trabalho dele consiste mais noutro tipo de preparação. Os outros dois atletas são All-Rounders, punchers puros... ambos têm Z2 a entrar acima dos 200w...


Agora vamos aos amadores.

Amadores para ganhar granfondos, cássicas, XCM

Atleta D:
Dados de um ano:
775h
19881Km

Distribuição de zonas anual:
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Atleta E:
Dados de um ano:
638h
18965Km

Distribuição de zonas anual:
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Este atleta tem uma particularidade... vive num país que não tem subidas e o treino dele é sempre acima dos 190w... portanto, sempre em Z2... todavia, entre estes dois atletas amadores, e apesar de ambos discutirem corridas, o atleta D tem performances consideravelmente superiores ao atleta E, apesar de o atleta E treinar muito mais duro... ;)
Já o Chris Carmichael dizia no "The Time-Crunched Cyclist" que o pico de forma ganha por aquele treino com poucas horas por semana dura pouco tempo...
 

Bruso

Well-Known Member
Achar que com menos tempo para treinar se pode, aumentando a intensidade, chegar onde chega um atleta com disponibilidade para fazer 15-20h/semana, parece-me um erro. E parece-me um erro por vários motivos. Primeiro porque intensidade a mais pode criar lesões musculares, tendinosas, dificuldades no sono, fadiga e exige demasiado do ponto de vista psicológico. Segundo porque apesar de melhorar, e eu acredito que para quem tem pouco tempo para treinar tem que colocar mais intensidade, nunca terá uma base aeróbica tão eficiente como a de um atleta que tem total disponibilidade.

Veja-se estes exemplos de atletas profissionais que ganham corridas em Portugal e fora.

Atleta A:
Dados de um ano-
903 horas
28394 km

Distribuição de zonas anual:
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Atleta B:
Dados de um ano:
974h
26404Km

Distribuição de zonas anual:
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Atleta C:
Dados de um ano:
548h
16699Km

Distribuição de zonas anual:
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Dos 3 atletas o que tem menos horas e quilómetros é o atleta C, provavelmente o melhor sprinter português da atualidade. E tem menos horas porque o trabalho dele consiste mais noutro tipo de preparação. Os outros dois atletas são All-Rounders, punchers puros... ambos têm Z2 a entrar acima dos 200w...


Agora vamos aos amadores.

Amadores para ganhar granfondos, cássicas, XCM

Atleta D:
Dados de um ano:
775h
19881Km

Distribuição de zonas anual:
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Atleta E:
Dados de um ano:
638h
18965Km

Distribuição de zonas anual:
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Este atleta tem uma particularidade... vive num país que não tem subidas e o treino dele é sempre acima dos 190w... portanto, sempre em Z2... todavia, entre estes dois atletas amadores, e apesar de ambos discutirem corridas, o atleta D tem performances consideravelmente superiores ao atleta E, apesar de o atleta E treinar muito mais duro... ;)
Acho que qualquer pessoa terá uma distribuição semelhante. Por mais que treines só intensidade a tua Z1 será sempre a que estás mais tempo. A não ser que treines exclusivamente no rolo o ano todo e que faças só séries SS e VO2max com intervalos semelhantes ao tempo de esforço. E mesmo assim colocando o aquecimento e arrefecimento acabas por quase ficar com um gráfico assim.
 

NULL

Moderador
Staff member
Acho que qualquer pessoa terá uma distribuição semelhante. Por mais que treines só intensidade a tua Z1 será sempre a que estás mais tempo. A não ser que treines exclusivamente no rolo o ano todo e que faças só séries SS e VO2max com intervalos semelhantes ao tempo de esforço. E mesmo assim colocando o aquecimento e arrefecimento acabas por quase ficar com um gráfico assim.

Sim... mas o que eu queria mesmo passar era o volume geral... se alguém pensa que chega lá com 8/10 horas por semana ao meter mais intensidade por não conseguir meter volume pode tirar o cavalo da chuva...
 

Bruso

Well-Known Member
Sim... mas o que eu queria mesmo passar era o volume geral... se alguém pensa que chega lá com 8/10 horas por semana ao meter mais intensidade por não conseguir meter volume pode tirar o cavalo da chuva...
Mas isso nem devia ser questão.
A questão aqui é mais o que deve uma pessoa que só tem 10h semanais fazer para tirar o melhor de si.
 
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