o GIRO começa já este sábado !! Quais os vossos comentários?

#1
Parece que o centenário do giro vai ser durinho a valer, com quilometragens de arrebentar para os atletas, durante dias consecutivos. Creio que a organização está a ser tentada a rivalizar com o tour em termos de dureza das provas. Que comentários vos suscita ? Parece-me que estão a ir longe de mais, atendendo que para o combater o doping no ciclismo prof. seria necessário reduzir os kms bem como o tempo de prova. O que vos parece?
 
#2
O Giro já é mais difícil que o Tour, segundo a maioria dos atletas que lá correm. Simplesmente o Tour está no topo, será sempre a maior prova de ciclismo do mundo. Mas concordo que a dureza está cada vez a ser maior e não é esse o caminho para acabar com o doping. Há uma etapa de mais de 260kms cheia de montanha, é claramente um exagero.

Eu vou estar a torcer pelo Danilo Di Luca.
 

FVA

New Member
#4
Boas,

Não me parece que a redução de km's em etapas vá contribuir para a "luta" contra o doping! (existe doping até em provas que duram menos de 10 segundos :D, como é o caso dos 100m), mas isso é outro assunto, ou não!, ... ...

De qualquer modo, acho as etapas muito longas e ainda por cima vão existir etapas consecutivas com mais de 200km's, o que, na minha opinião, não vai ajudar muito ao espetáculo!

Provavelmente vamos assistir a etapas em que ao longo de várias horas não se vai passar nada! Os que têm pretensões aos primeiros lugares vão ter de se poupar. Não estou os estou a ver a arriscar muito nesse tipo de etapas para depois rebentar nos dias seguintes ... ... penso eu de que!

Apesar de tudo, os ciclistas (ainda) são humanos! :rolleyes:

Para mim, Leipheimer deverá ganhar o Giro (não estando o Contador!), e torço para que o Lance Armstrong ganhe pelo menos uma etapa :)


Abraços
 
#5
Estou muito curioso com este Giro centenário!!!

Realmente as etapas grandes e consecutivas não sei se serão boas para o espetáculo mas vamos a ver...

Candidato??
gostava que fosse o LANCE vou torcer por ele mas sei que não vai dar....uma coisa tenho a certeza, os italianos vão dar tudo para ganhar no centenário
 
#7
O Armstrong é o menos afectado pela situação, uma vez que não recebe salário da Astana mas sim de alguns patrocinadores a título individual.

De qualquer modo, já se especula que o próprio Johan Bruynell poderia avançar para a compra da equipa e assegurar a sua continuidade.

Já quanto ao Giro, por mais que eu gostasse que acontecesse não vejo (ainda) condições para uma vitória do Lance Armstrong, por isso espero que seja o Leipheimer a ganhar.
 
#8
Fica aqui as etapas detalhadas:

Giro de Itália etapa a etapa
9 Maio Etapa 1: Lido de Veneza - Lido de Veneza, 20,5 km (C/R E)


Os ciclistas e as suas equipes têm um duro teste logo na abertura. Mais de 20 quilómetros de contra-relógio por equipes já é uma kilometragem considerável e capaz de provocar diferenças significativas.

10 Maio Etapa 2: Jesolo - Trieste, 156 km


O circuito final, com um topo a ultrapassar por três vezes, poderá deixar em pânico alguns sprinters. Os velocistas que se encontrem na melhor forma terão oportunidade de lutar pelo triunfo na etapa.

11 Maio Etapa 3: Grado - Valdobbiadene, 198 km


Num Giro repleto de dificuldades, as equipes dos sprinters não deverão deixar escapar esta oportunidade para oferecerem aos seus homens rápidos uma chegada no sprint, onde mais velozes possam brilhar.

12 Maio Etapa 4: Pádova - San Martino di Castrozza, 162 km


Chega a montanha. A primeira grande dificuldade é a subida para Croce d’Aune (8,2 quilómetros com 8,2% de inclinação média), seguindo-se uma descida e um falso plano até à entrada da escalada para a meta. Esta tem uma extensão de 13 quilómetros e uma inclinação média de 5,7%. Um aperitivo para a dureza que está por vir.


13 Maio Etapa 5: San Martino de Castrozza - Alpe di Siusi, 125 km


Apenas 125 quilómetros de etapa mas, 20% dos quais em subida para a meta. O Alpe de Suisi tem 25 quilómetros e uma pendencia média de 6%. Esta escalada divide-se em três partes, podendo ser um autêntico calvário para algum dos favoritos que passe mal na fase inicial. Os primeiros sete quilómetros tem m inclinações médias que não baixam dos 6,5%,depois 9 quilómetros com menos dureza para nos derradeiros 9 mil metros a estrada voltar a empinar verdadeiramente para o céu, com rampas que chegam aos 10%.


14 Maio Etapa 6: Bressanone/Brixen - Mayrhofen (Áustria), 248 km


Após duas chegadas em subida, o pelotão tem pela frente a primeira das seis jornadas com mais de 200 quilómetros. Ainda por cima não se trata de uma etapa totalmente plana, pelo que pode vingar uma fuga de homens que já tenham um atraso significativo ou, havendo uma chegada em grupo - dificilmente será um grande pelotão -, levará vantagem quem for mais rápido.

15 Maio Etapa 7: Innsbruck - Chiavenna, 244 km


Uma etapa multinacional, com início na Áustria, passagem pela Suíça e final em Itália. Longos 244 quilómetros cuja parte final é para os sprinters.

16 Maio Etapa 8: Morbegno - Bérgamo, 209 km


Pelo terceiro dia consecutivo, os quilómetros vão contabilizar mais de 200 quilómetros. Ao fim de uma semana de competição nem todos os velocistas conseguirão superar as colinas finais em condições de lutar pela vitória.

17 Maio Etapa 9: Milão - Milão, 163 km


Um circuito urbano que totaliza 163 quilómetros é uma etapa que promete espectáculo para o público e que sugestão de glória para os ciclistas mais velozes do pelotão.

19 Maio Etapa 10: Cuneo - Pinerolo, 262 km


Ao primeiro dia de descanso segue-se uma maratona de 262 quilómetros, mais habitual numa clássica do que numa prova por etapas. Apesar de alterada por questões logísticas, esta etapa mantém grande parte da dureza e do interesse que despertou quando o Giro foi anunciado. A segunda metade da etapa é marcada por três contagens de montanha, num sobe e desce que fará algums vitimas.

20 Maio Etapa 11: Turim - Génova, 214 km


Um dia em que os passistas se sentirão em casa, apesar da contagem de montanha que esta a 20 quilómetros da meta, mas que não deverá ser determinante para o desfecho da etapa.

21 Maio Etapa 12: Sestri Levante - Riomaggiore, 60,6 km (C/R I)


Mais de 60 quilómetros em luta contra o relógio são mais do que suficientes para abrir um tempo consideravel entre os especialistas e os ciclistas que não se defendem tão bem em contra-relógios. As duas subidas incluídas na etapa ainda provocarão maiores estragos.

22 Maio Etapa 13: Lido de Camaiore - Florença, 176 km


Uma etapa sem dificuldades. Enquanto alguns vão saborear o sucesso da véspera, outros vão penar com o insucesso. Os sprinters poderam por em cena os seus dotes.

23 Maio Etapa 14: Campi Bisenzio - Bolonha (San Luca), 172 km


O sobe-e-desce de toda a etapa tem um desfecho em subida. A chegada a San Luca faz-se por uma rampa de dois quilómetros com inclinações superiores a 10%.

24 Maio Etapa 15: Forli - Faenza, 161 km


Mais uma etapa com dificuldades substanciais.Será um sobe e desce rumo a uma chegada na qual não devem ter um sprint compacto, Pois não será fácil acompanhar o ritmo dos mais fortes ao longo da etapa.

25 Maio Etapa 16: Pergola - Monte Petrano, 237 km


Esta pode considerar-se a etapa-rainha deste Giro. À passagem do quilómetro 73 começa o calvário, com a subida ao Monte Cesane, que inclui uma inclinação acima dos 10% e alguns locais com os valores a empinarem até aos 18%. Nos últimos 100 quilómetros aparecem as montanhas decisivas. Tudo começa com os 13,4 quilómetros para o alto do Monte Nerone, cuja inclinação média atinge os 7,6% e a máxima chega aos 12%. Após a descida,tem que subir de novo, são 11 quilómetros para o Monte Catria, com rampas de 13% e média de 7,9%. O Monte Petrano também tem média de 7,9% a 10%.

27 Maio Etapa 17: Chieti - Blockhaus, 83 km


Uma etapa que não estamos acostumados: apenas 83 quilómetros. Um quarto da etapa disputa-se nas estradas delimitadas pelo início e pelo fim da subida para a meta. A ascensão a Blockhaus não se define para exigência das rampas, mas soma 22,4 quilómetros de subida e a inclinação média, 6,8%, revela que as dificuldades são constantes sem pontos de descanso.



28 Maio Etapa 18: Sulmona - Benevento, 182 km


Etapa de transição entre duas chegadas em alto. Uma fuga constituída por ciclistas sem chances para ameaçar a classificação geral costuma ser o passaporte para o sucesso em etapas como esta.


29 Maio Etapa 19: Avelino - Vesúvio, 164 km


A luta pela "maglia rosa" estará em ação na chegada ao vulcão Vesúvio. O segredo da vitória estará nos 13 quilómetros finais, com uma pendencia média de 7,4% e rampas a beira os 10%, com um pedaço de 12% pelo meio.



30 Maio Etapa 20: Nápoles - Anagni, 203 km


A última etapa plana pode ser uma grande chances para os finalizadores que aguentarem as dificuldades deste Giro. No entanto, com a meta instalada num topo, pode surgir uma força final para estragar a festa dos sprinters.

31 Maio Etapa 21: Roma - Roma, 14,4 km (C/R I)


Apenas 14,4 quilómetros de contra-relógio
nada que possa decidir. Será mais uma prova de confirmação e de consagração do vencedor… a não ser que todas as dificuldades das restantes 20 etapas não tenham sido suficientes para marcar diferenças superiores a um minuto entre os primeiros colocados.
 
#9
Não consigo ver todas as etapas porque estou a trabalhar, mas as que vi ao fim de semana, pareciam-me muito perigosas, e mal planeadas.
Já deu barracada com os protestos dos corredores, a meu ver, com muita razão.
Uiiiii... se fosse cá ....