As minhas aventuras/desventuras no mundo das duas rodas sem motor

Negoci8er

Well-Known Member
Todos os veículos com 2 rodas (bicicletas ou motos) têm mais poder de travagem na frente.
As motos até têm duplo disco de travão à frente e de maiores dimensões do que atrás...
É uma questão de física, ao travar a massa em deslocamento faz mais pressão sobre o pneu da frente, logo tem mais aderência, logo tem mais capacidade de travagem.
Já fiz travagens fortes com sol e com chuva e é uma diferença brutal com os mesmo pneus (all season).
Com sol senti a bicicleta a tentar torcer mas agarrou-se perfeitamente e com segurança à estrada.
Com estrada molhada, o pneu de trás tentou dançar, consegui controlar mas apanhei um valente susto.
A questão de base, na minha opinião é que as misturas de borracha fazem uma grande diferença. Mesmo no automóvel já senti diferenças enormes ao nível de aderência com pneus diferentes.
Mas, com a estrada molhada a maior diferença continua a fazer-se andando com prudência! ;)
 

joseruivo

Well-Known Member
Todos os veículos com 2 rodas (bicicletas ou motos) têm mais poder de travagem na frente.
As motos até têm duplo disco de travão à frente e de maiores dimensões do que atrás...
Aplica-se igual aos de 4 rodas. Os meus primeiros carros tinham discos à frente e tambores atrás, as atuais têm discos maiores à frente, a motinha tem disco à frente e tambor atrás.

Eu queria era saber como resolver a questão da roda traseira querer ultrapassar a dianteira.. Vou ter de fazer experiências, com pneus e travões.
 

Negoci8er

Well-Known Member
Aplica-se igual aos de 4 rodas. Os meus primeiros carros tinham discos à frente e tambores atrás, as atuais têm discos maiores à frente, a motinha tem disco à frente e tambor atrás.

Eu queria era saber como resolver a questão da roda traseira querer ultrapassar a dianteira.. Vou ter de fazer experiências, com pneus e travões.
É verdade que nas 4 rodas também ocorre o fenómeno da transferência de massas, mas como tem 4 rodas o equilíbrio não é tão importante como nas 2 rodas...

A roda traseira quer ultrapassar a dianteira porque como não tem tanta aderência desliza e aproxima-se da frente... Pode ser contrariado com o contrapeso do corpo para trás como foi mencionado anteriormente...
Estes limites não gosto de os testar... :cool:
 

joseruivo

Well-Known Member
É verdade que nas 4 rodas também ocorre o fenómeno da transferência de massas, mas como tem 4 rodas o equilíbrio não é tão importante como nas 2 rodas...

A roda traseira quer ultrapassar a dianteira porque como não tem tanta aderência desliza e aproxima-se da frente... Pode ser contrariado com o contrapeso do corpo para trás como foi mencionado anteriormente...
Estes limites não gosto de os testar... :cool:
Eu também não gosto, mas às vezes acontece
 

torui

Well-Known Member
Há uns anos atrás em um contra relógio por equipas entre Portimão e a Fóia, numa das descidas de Alferce quando dei por mim a roda detrás da bike começou a serpentear, era eu a fazer contrapeso e dando toques nos travões para abrandar e nada. Seguíamos a alta velocidade, mas consegui manter a calma no meio do "pelotão" ; para evitar mal menores, numa bifurcação em vez de ter seguido o percurso pré definido que era para a esquerda, virei para a direita, acabei por conseguir imobilizar a bike e voltei à prova....a minha sorte nesse dia para além da minha calma natural, foram uns pneus continental novos que tinha colocado dias antes, o de detrás ficou praticamente nas lonas...se tivesses levado outros pneus ou com meio uso não sei como teria sido....quem seguia atrás de mim diz que só via sair fumo dos meus pneus.
Nesse dia ia na Pinarello que a rolar e a descer não dá hipótese aos outros modelos que a acompanhavam...
 

Negoci8er

Well-Known Member
Também posso partilhar uma situação que me aconteceu...
Durante o estado de emergência, as voltas eram pequenas dentro do concelho...
Mas numa dessas voltas, estava eu a descer uma nacional a cerca de 40 km/h com a estrada molhada... estava a tentar ser prudente para evitar quedas e estava a evitar abusar...
Aproximo-me de uma rotunda e continuo a "rolar"...
Ao aproximar-me reparo num carro que se prepara para entrar na rotunda sem eu contar...
Faço uma travagem forte e sinto o pneu de trás a deslizar para a direita... alivio, mas penso tenho que travar mais senão não consigo parar sem bater no carro! Volto a forçar a travagem e sinto a bicicleta a deslizar para a esquerda... o carro cada vez mais próximo!
Pensei vou bater! (Isto tudo numa fracção de segundo)
Olho para o carro e vejo o carro parado no meio da rotunda e a fazer-me sinal para eu passar!
Que alívio! Ele percebeu que eu estava em apuros e parou o carro para evitar o acidente.
Foi a minha salvação senão era acidente certo...
Este condutor foi impecável!
Nem sempre os condutores são aqueles sacanas que colocam em perigo os ciclistas.
 

torui

Well-Known Member
Aqui estão vários exemplos que aconteceram numa prova nos EUA. Alguns ciclistas conseguem controlar a descida fazendo contra peso, outros vem totalmente desgovernados.
 

cou7inho

Well-Known Member
Como com qualquer veiculo o essencial é termos a capacidade de avaliar as condições da estrada e adequar a distância de travagem a essas condições. Não podemos querer travar a 10m de uma curva quer esteja sol ou chuva. E quando há carros não podemos ir ali colados à traseira deles porque se estes travam a fundo vamos direitinhos contra o carro. Por muito que as bicicletas sejam todas XPTO não há milagres a nível da aderência. Com pneus tão fininhos basta uma travagem minimamente forte e perdemos logo a roda de trás.
 

torui

Well-Known Member
Aqui estão vários exemplos que aconteceram numa prova nos EUA. Alguns ciclistas conseguem controlar a descida fazendo contra peso, outros vem totalmente desgovernados.
Neste vídeo consegue-se ver melhor o que aconteceu, porque algumas das pessoas que se encontravam na curva conseguiram gravar o local de onde vinham os ciclistas...
 

torui

Well-Known Member
Homem prevenido vale por 2.
Antes um par a mas, que um a menos.

Aos anos que não via nada da Luck :eek::oops:
Isto é material para andar durante todo o ano. e em todas as condições, com variações de temperatura que podem ir dos -10.º aos 48.º, no meio de chuva intensa etc...
Quanto aos Luck é uma marca que gosto e assentam-me muito bem no pé, se reparares figuram dois pares na foto.
 
Tem sido um prazer ler este topico. Pena que parou.. Ohhhh
Tambem quero iniciar a viagem casa-trabalho-casa... 25kms para cada lado,.
O chato é ter de levar a marmita com o comer. Na mochila as costas ao fim de uns kms ja pesa.

O trabalho é em pé NON STOP todo o dia (por turnos) a "correr" de um lado para o outro para voces poderem beber os belos sumos da Compal. :D

Ao fim do dia trazer a mochila com o cansaço acumulado é dose. mas... vamos a isso.

A ver se continuas a fazer os relatos para motivares mais como eu a fazerem o mesmo.

Cumprimentos
 

MiGuEl_82

Well-Known Member
Eu assim que pude progressivamente voltar ao escritório, decidi, nas semanas em que vinha ao escritório, vir um dia de bike. No meu caso seriam no mínimo 37 kms, caso optasse pelo caminho mais curto mas acidentado. Como tal optei por uma rota mais rolante de 47 kms e cerca de 470/480 D+ na ida e depois no regresso ir variando mas fazendo entre 41 a 46 kms, neste caso com um acumulado entre os 700 e os 800. Moro no concelho de Mafra mas trabalho no Lagoas Park, no concelho de Oeiras, pelo que apanho acima de tudo trânsito quando entro nas zonas mais urbanas no concelho de Sintra. Salvo uma excepção, não apanhei mais nenhum susto a sério.

Tenho uma mochila da Thule que, apesar de ser especifica para commute, criou algum incomodo e dores lobares no inicio. Mas rapidamente me habituei e as minhas costas tb. O mais indicado, conforme aqui já foi indicado, será mesmo uma bolsa de selim daquelas grandes, que se usam nas travessias e longas distâncias.

Sobre a experiência em si, e apesar de eu ser uma daquelas pessoas que tem grandes dificuldades em lidar com o despertador, sabe-me muito bem acordar às 6h30 e arrancar às 7h, chegar um pouco antes das 9h e tomar o meu banhinho! E a verdade é que acabo por ficar mais enérgico o resto do dia.

Resumindo, para quem quer e pode acho que é uma boa solução, seja para poupar na carteira, no ambiente ou, como eu, simplesmente para arranjar uma forma de treinar a meio da semana.
 
Eu assim que pude progressivamente voltar ao escritório, decidi, nas semanas em que vinha ao escritório, vir um dia de bike. No meu caso seriam no mínimo 37 kms, caso optasse pelo caminho mais curto mas acidentado. Como tal optei por uma rota mais rolante de 47 kms e cerca de 470/480 D+ na ida e depois no regresso ir variando mas fazendo entre 41 a 46 kms, neste caso com um acumulado entre os 700 e os 800. Moro no concelho de Mafra mas trabalho no Lagoas Park, no concelho de Oeiras, pelo que apanho acima de tudo trânsito quando entro nas zonas mais urbanas no concelho de Sintra. Salvo uma excepção, não apanhei mais nenhum susto a sério.

Tenho uma mochila da Thule que, apesar de ser especifica para commute, criou algum incomodo e dores lobares no inicio. Mas rapidamente me habituei e as minhas costas tb. O mais indicado, conforme aqui já foi indicado, será mesmo uma bolsa de selim daquelas grandes, que se usam nas travessias e longas distâncias.

Sobre a experiência em si, e apesar de eu ser uma daquelas pessoas que tem grandes dificuldades em lidar com o despertador, sabe-me muito bem acordar às 6h30 e arrancar às 7h, chegar um pouco antes das 9h e tomar o meu banhinho! E a verdade é que acabo por ficar mais enérgico o resto do dia.

Resumindo, para quem quer e pode acho que é uma boa solução, seja para poupar na carteira, no ambiente ou, como eu, simplesmente para arranjar uma forma de treinar a meio da semana.

Eu queria muito conseguir começar a fazer disto um estilo de vida.

Fui operado ao menisco interno este ano em Março o que traduziu em não ter fisioterapia acompanhada por conta da Covid.
O joelho ainda não esta totalmente recuperado. Fiz tudo em casa sozinho. vá la.. ate pensava de ficar pior mas .... Garças a Deus esta mais ou menos. Também preciso de fazer exercício por motivos de saúde (SII e tal... síndrome macabro de aturar).

Quero testar se consigo fazer como mencionaram acima em ir de carro e voltar de bicicleta e depois ir de bicicleta no outro dia e voltar de carro. começar só uma vez por semana.

Em relação aos horários só posso fazer isso no turno de dia (8h as 16h) por enquanto. Nos outros (16h-24h e 00h-08h) ainda é cedo para o fazer. a ver se me consigo habituar.

Com a aproximação do nascimento do meu "pixota" canito ;);) também não me posso por em aventuras porque se a patroa disser que as aguas rebentaram a 25kms de distancia de bicicleta é tramado. mesmo em modo hiper contra relógio. :D :D

Em relação a mochila tenho uma daquelas especifica de caminhada da decathlon que nunca testei na bicicleta. Tem uma placa nas costas que não deixa dobrar quase nada. não sei se será "confortável"..

É espetacular ouvir relatos de mais pessoal que fazem da bicicleta o meio de transporte diário para o trabalho. É mesmo motivante..
 
Eu comecei a ir em 2015 para o trabalho de bicicleta, dá no total 31kms diários. Moro em Lisboa e trabalho no TagusPark (Oeiras).

Infelizmente, actualmente, tenho ido pouco devido a ter sido pai em Fevereiro e porque não quero sobrecarregar a mãe com o trabalho com o puto, sempre são 2h a mais que lhe facilito a vida. Às vezes, nem ao fim-de-semana consigo pegar na bicicleta. (tento dar folga à mãe o máximo que consigo, porque não é fácil cuidar de uma criança a tempo inteiro!)

Com a aproximação do nascimento do meu "pixota" canito ;);) também não me posso por em aventuras porque se a patroa disser que as aguas rebentaram a 25kms de distancia de bicicleta é tramado. mesmo em modo hiper contra relógio. :D :D
Eu tive que suspender em Dezembro as minhas idas para o trabalho de bicicleta, não fosse o gajo nascer antes do tempo!

Espero mais tarde, conseguir voltar a fazer o meu commute diário e entretanto voltar a ter a forma física que tinha, isto agora ter barriguinha é o que está a dar! :D:Do_O
 
Eu comecei a ir em 2015 para o trabalho de bicicleta, dá no total 31kms diários. Moro em Lisboa e trabalho no TagusPark (Oeiras).

Infelizmente, actualmente, tenho ido pouco devido a ter sido pai em Fevereiro e porque não quero sobrecarregar a mãe com o trabalho com o puto, sempre são 2h a mais que lhe facilito a vida. Às vezes, nem ao fim-de-semana consigo pegar na bicicleta. (tento dar folga à mãe o máximo que consigo, porque não é fácil cuidar de uma criança a tempo inteiro!)


Eu tive que suspender em Dezembro as minhas idas para o trabalho de bicicleta, não fosse o gajo nascer antes do tempo!

Espero mais tarde, conseguir voltar a fazer o meu commute diário e entretanto voltar a ter a forma física que tinha, isto agora ter barriguinha é o que está a dar! :D:Do_O

Pois. Estou a ver que se vai passar o mesmo comigo. Mas a esperança é a ultima a morrer.
Quando ele ja for um pouquinho mais velho ja da pra voltar a bicicleta.
Eu espero que comigo seja assim. Vamos ver.
Sao fases da vida. Boas fases.
O meu tambem é para Fevereiro.

Algo que tenho de ver bem sao as luzes para a bicicleta. Tenho a Lezyne strip drive pro a primeira versao para a traseira e uma sigma buster 300 para a frente. Para ser visto nao esta mau mas para sair de casa as 6h da manha ou para vir ja de noite penso ser pouco a frente.
E convinha arranjar outra para a traseira a ver se faz redundância. Tipo uma a piscar e uma sempre acesa.
 
Ja nao deixou editar a mensagem.. As luzes sao essas. Tinha uma sigma buster 700 tambem mas queimou nao sei como. Faço metade do caminho em zona sem luz alguma e outra metade pelo meio da civilização com iluminação
 

MiGuEl_82

Well-Known Member
Pois. Estou a ver que se vai passar o mesmo comigo. Mas a esperança é a ultima a morrer.
Quando ele ja for um pouquinho mais velho ja da pra voltar a bicicleta.
Eu espero que comigo seja assim. Vamos ver.
Sao fases da vida. Boas fases.
O meu tambem é para Fevereiro.

Algo que tenho de ver bem sao as luzes para a bicicleta. Tenho a Lezyne strip drive pro a primeira versao para a traseira e uma sigma buster 300 para a frente. Para ser visto nao esta mau mas para sair de casa as 6h da manha ou para vir ja de noite penso ser pouco a frente.
E convinha arranjar outra para a traseira a ver se faz redundância. Tipo uma a piscar e uma sempre acesa.
As primeiras semanas e meses são os mais complicados, pelo menos para mim foram, uma vez que nunca tinha passado pela experiência de ser pai e é uma rutura total com a rotina a que estava habituado.

Nas duas primeiras semanas até me esquecia de tomar pequeno almoço e lanchar. Tb tivemos azar que a minha senhora acabou por ter umas complicações logo após o nascimento do puto (uma infeção renal complicada e uma paralisia facial) e que nos obrigaram a idas frequentes ao hospital. Mas ao fim de um mês as coisas estabilizaram, com a mãe a voltar ao normal e as novas rotinas a ficarem cada vez mais interiorizadas. Creio que ao fim de 2 ou 3 semanas recomecei a pedalar. Eles nessa fase tb só comem e dormem pelo que bem vistas as coisas, sempre se consegue um intervalo de 1h30/2h aqui e ali para matar o vicio!