Um alentejano... perdido no ciclismo

moshinho

Well-Known Member
Vê lá isso então que agora coloquei pneus e transmissão nova.
Está mesmo bom para ir pedalar aí :)
 

iMiguel

Active Member
Oi Pedro, estou novamente abaixo de forma. Tive adoentado e estou a recuperar (vou tentar pedalar lá pro final da semana). As voltas que tenho feito não vão além dos 20km :rolleyes:
 

moshinho

Well-Known Member
Oi Pedro, estou novamente abaixo de forma. Tive adoentado e estou a recuperar (vou tentar pedalar lá pro final da semana). As voltas que tenho feito não vão além dos 20km :rolleyes:
Estamos iguais. Na fininha então nem lhe pego sequer.
 

iMiguel

Active Member
Boas maltinha.

Amanhã é dia de ir palmilhar uns km's na burra. Hoje como ainda choveu (vaa umas pingas) deu para fazer uma espécie de manutenção nela, uma vez que ouvia um barulho vindo da roda de trás. Desmontei a roda, tirei cassete, mudei a corrente e siga para o teste amanhã. Espero pelo menos quebrar a barreira dos km's feitos este ano, barreira essa que anda nuns estonteantes... 17km! Tudo acima disso já é considerado, neste momento, de hiper-maratona!

Esta volta acontece precisamente no dia que completa um ano após a partida da minha mãe. Difícil ainda aceitar, mas não há muita volta a dar.
 

elchocollat

Well-Known Member
Lembro-me da tua situação e não é fácil ultrapassar. É verdade que não há muito a fazer, mas as saudades ficam. De facto só o tempo pode curar tudo e é o que mais custa. Por experiência própria, um psicólogo ajuda:)

Quanto a amanhã, aproveita o dia. Onde quer que vás, a tua mãe estará sempre contigo e amanhã terás uma dose extra de força :)
 

Aslume

Active Member
Boas maltinha.



Esta volta acontece precisamente no dia que completa um ano após a partida da minha mãe. Difícil ainda aceitar, mas não há muita volta a dar.

Tens que ter força e continuar. O meu fez dois anos que faleceu em Maio. Como foi para o hospital e estávamos em pandemia as visitas não eram permitidas; não nos chegámos a despedir e é uma situação que ainda me persegue. Mas sinto que ele está presente e que tenho que continuar.
 

gfrmartins

Well-Known Member
É ter força para continuar e viver da melhor maneira possível e com a certeza que quem partiu tinha esse desejo, não ficar "agarrado" a momentos menos bons mas sim lembrar dos melhores momentos e dar tudo no dia a dia porque esta vida é efémera, é um piscar de olhos

Mas a mente é tramada para quem cá fica, apesar de ter a certeza que partiu com a certeza que tinha todo o amor do Neto e que tinha vivido uma vida cheia, para mim que cá fiquei não passa muitos dias sem que a minha mente e os meus sentidos não se lembrem da imagem da minha avô a cair das escadas abaixo 1s depois do sorriso no rosto de me ver chegar a casa e ao tentar vir ao meu encontro acabou por cair e após essa queda que a levou ao Hospital e acabou na sua morte 2 dias depois. Impressionante o detalhe com que estas coisas ficam gravadas no nosso subconsciente e as vezes que aparecem.

Esta vida são segundos, são momentos, é viver o que se pode e não perder tempo com merdas e dizer a quem merece que os amamos, não seja a última vez que o podemos fazer, mas ter a certeza que aconteça o que acontecer todos sabem isso, mas acima de tudo VIVER
 

iMiguel

Active Member
Tens que ter força e continuar. O meu fez dois anos que faleceu em Maio. Como foi para o hospital e estávamos em pandemia as visitas não eram permitidas; não nos chegámos a despedir e é uma situação que ainda me persegue. Mas sinto que ele está presente e que tenho que continuar.

Eu ainda a consegui ir ver a minha mãe ao hospital, mas consegui porque tenho familiares a trabalhar lá e esses mesmo familiares pediram à administração e consegui. Mesmo assim... Aqui em casa foi no espaço de um ano perdi tudo, passou de uma casa cheia para uma completamente vazia e silenciosa. Tenho muitas vezes a tv ligada para fazer barulho de fundo.



É ter força para continuar e viver da melhor maneira possível e com a certeza que quem partiu tinha esse desejo, não ficar "agarrado" a momentos menos bons mas sim lembrar dos melhores momentos e dar tudo no dia a dia porque esta vida é efémera, é um piscar de olhos

Mas a mente é tramada para quem cá fica, apesar de ter a certeza que partiu com a certeza que tinha todo o amor do Neto e que tinha vivido uma vida cheia, para mim que cá fiquei não passa muitos dias sem que a minha mente e os meus sentidos não se lembrem da imagem da minha avô a cair das escadas abaixo 1s depois do sorriso no rosto de me ver chegar a casa e ao tentar vir ao meu encontro acabou por cair e após essa queda que a levou ao Hospital e acabou na sua morte 2 dias depois. Impressionante o detalhe com que estas coisas ficam gravadas no nosso subconsciente e as vezes que aparecem.

Esta vida são segundos, são momentos, é viver o que se pode e não perder tempo com merdas e dizer a quem merece que os amamos, não seja a última vez que o podemos fazer, mas ter a certeza que aconteça o que acontecer todos sabem isso, mas acima de tudo VIVER

A mente pode ser tramada às vezes, tenho gravado muitos bons momentos com a minha mãe e com a minha avó, mas parece que os últimos maus momentos de ambas que eu bem vi de perto ficaram ainda muito mais vincados. É como escrever a lápis e depois apagar, quanto mais carregamos no lápis a borracha custa apagar, affim ficaram esses ultimos momentos de ambas.


Neste ano tenho tentado aliviar a cabeça, mas tem momentos muito complicados e tenho a noção que o tempo vai atenuando, mas... custa! Como se não bastasse, há 2 anos que estou desempregado, constantemente a ir a entrevista e ver sempre um "não" como resposta ainda desanima mais. Pode ser que no dia de amanhã seja melhor.



----

A volta ontem foi soft, não deu para fotos, apenas para aproveitar o ar fresco da manhã aqui no profundo alentejo. Foram cerca de 30km, onde os ultimos já foram sofriveis (é o que dá só pedalar na de BTT num circuito de XCO - cerca de 3 a 4 voltas de sábado a sabado). Tenho que tirar as teias de aranha da bike. 30km tiraram o pó mais leve.
 

iMiguel

Active Member
#12: Me, Myself and shadows



Após umas tentativas ora meio frustradas ora meio... coise, lá voltei às pedaladas que tanto fazia falta!

A manhã acordara bastante fresca para a altura do ano, onde nas zonas de "sombra" sentisse aquele meio arrepio na espinha da brisa mais fresca do que o habitual. Os metros iniciais foi para estudar uma rota mentalmente, tendo em conta o estado físico do atleta e do relevo envolvente a volta teria que ter uns kms a mais do que os tradicionais 15~20, mas também não podia abusar muito da sorte não só porque não tinha a casa às costas como é normal, mas como também deixei ter ter carro vassoura. Imaginando que estava frente ao pc com o google maps aberto fui riscando uma rota para fazer.

Os primeiros km's passaram rápido, mas ao fim de 5km começou o suplício, não... não era o corpo a querer negar-se ao exercício físico, mas sim o estado do alcatrão que estava a palmilhar. Quem conhece aqui a estrada entre Mértola e Serpa, fazer a mesma com uma bike de estrada vestimos a pele de um ken block (ou la como se escreve) tal não é a gincanas que temos que fazer para pedalar... a direito! Isto não tem buracos, tem crateras! Acredito que em noites de lua cheia teremos a sensação de pedalar em solo lunar!

Adiante, para além das gincanas, foi-me oferecido gratuitamente durante toda a volta um serviço de massagens! Sim o alcatrão é tão mau que qualquer metro quadrado liso parece uma autoestrada! Passagem pela primeira localidade e não houve o abastecimento de água na fonte que por lá existe (sim as minhas voltas em estrada têm que passar em pontos estratégicos, e esta localidade é uma delas). Pedalada em pedalada lá cheguei aquela barreira dos 15km... Olhei ao relógio e como tinha ainda muito mas muito tempo para pedalar segui em frente. Novamente voltei a palmilhar o tal pedaço de terra batida, uppppsss alcatrão!, isto porque a volta tinha uma forma que parece um 8, pelo que tinha que pisar o mesmo alcatrão, mas na outra faixa de rodagem. Perguntam vocês, "qual a faixa ta melhor?" E eu respondo, A faixa de gaza! Jiizzz aquilo tá em péssimo estado em ambos os sentidos! Gaza ao pé disto é um diamante a brilhar!

Deixei a estrada principal e virei para uma mais secundária que, para minha felicidade está em muito melhor estado! A bicicleta já rolava melhor, mas mesmo assim ainda havia um pouco de massagens devido às irregularidades do asfalto. Uma looooonga recta era feita a uma velocidade um pouco maior devido a ter a ajuda do publico, leia-se vento! Estava sensivelmente a meio da rota decidi parar na bela localidade de Santana de Cambas para tomar o meu "pequeno almoço" volante. Em boa hora o fiz, quando lá cheguei havia vacas de 4 pastas a dar ao dente. Boa companhia!


Estômago aconchegado e líquidos repostos segui para a segunda e última parte da voltinha. O desafio aqui era combater o vento de frente e com isso não ficar empenado. Esta segunda parte em comparação com a anterior foi mais "dura" e juntando o vento ao declive mais agressivo tinha tudo para dar asneira. Baixei a cabeça, olhei às horas, tinha passado um pouco desta ultima olhadela e como tinha o dia inteiro para pedalar, fui nas calmas devorando os km's. As subidas eram praticamente seguidas, num carrossel de sobe e desce quase constante. Deu ainda para ter um incentivo extra quando ouvi vozes caninas bem perto de mim. Aqui o coração disparou e as pernas corresponderam na hora! Um agradecimento a estes seres!

Os últimos 5km foram os mais tranquilos, foi praticamente a descer e a tentar recuperar aos poucos do esforço feito. Já em casa, GPS com a atividade parada, fui cuscar os dados registados e deu para uma volta de praticamente 45km em 2h (numero redondo a pedalar, num total foram 2h e 10min sensivelmente). Ainda visitei as localidades de Moreanes, Corvos, Santana de Cambas, Salgueiros, Bens, Picoitos, Alves, Tamejoso e Fernandes. Faltou pernas (não foi bem faltar, mas sim gerir o esforço) para ir espreitar a praia fluvial à Mina S. Domingos que distava a menos de 10km da localidade mais a "norte". Fica para uma próxima, quiçá amanhã!


E pronto, assim se passou uma parte da manhã a pedalar e a levar com o ar fresco da manhã na cara que tanto me fazia falta. A recuperação pós volta não foi muito complicado (estava à espera de pior), talvez amanhã o corpo se ressinta do esforço. "A ver vamos" como diria o cego!

Até à próxima.



PS: Já não sei colocar fotos no fórum :rolleyes:

--------------------------------
Resumo das crónicas:
#1 Apresentação
#2 Volta de Batismo da bicicleta (estradista alentejana)
#3 Volta da "Peregrinação"
#4 Volta solitária por "Terras Algarvias"
#5 Tour de Mértola: Etapa 1
#6 Tour de Mértola: Etapa 3
#7 4H Resistência Noturna BTT
#8 Preparação para o Ano Letivo Universitário
#9 Quebrando barreiras
#10 Volta dos 4 Concelhos
#11Regresso à estrada e aos treinos
 

iMiguel

Active Member
Segue o pouco registo fotografico

IMG-20220821-082339.jpg



No pequeno almoço
IMG-20220821-091050.jpg



Por fim, a foto da minha companheira:
IMG-20220821-084559.jpg
 

iMiguel

Active Member
Quando as coisas estavam a caminhar finalmente eis que... estaleiro novamente com nova crise hemorroidal!

Fiz a minha voltinha na sexta, tudo bem e no final da tarde já sentia um ligeiro desconforto ao sentar, mas pensava que era normal visto estar a retomar às pedalas e o reinicio custa sempre. Ontem o desconforto continuava e meti-me logo em alerta não fosse caso de... Ao almoço correu tudo bem, ao jantar, descuidei-me e lá veio a bela carne de porco com um ligeiro travo a picante. Resultado, nova crise hemorroidal, passei mal a noite com dores. Esta manhã médico com ele, estou a fazer a mesma medicação que tinha feito há 2~3 meses e vamos ver.

Resumindo... Mais outro mês sem pedalar...
 

iMiguel

Active Member
Boas malta.

A crise propriamente dita já foi, no entanto a menina hemorroida ainda tem aqui uma pontinha. O tratamento que fiz (após ir ao centro de saúde, faz hoje uma semana) foi o que tinha feito na crise anterior e correu bem... acho eu! No entanto tenho que falar com uma familiar que é enfermeira ara ver o estado disto e também para me descansar o tico e o teco.

Com isto tudo até tenho medo de pegar novamente na burra para pedalar...
 

iMiguel

Active Member
Boas malta.

Recuperação praticamente a 100%.
Entretanto estive a fazer umas contas de cabeça e a matutar neste assunto e a uma conclusão que cheguei foi: Cada vez que tenho estas crises, um dos pontos em comum é a prática de exercicio (ciclismo - seja ele estrada ou BTT) com mais regularidade e com o aumento progressivo de intensidade. A alimentação tem sido variada (mais à base de verduras e leguminosas, carnes brancas) e retirei completamente os fritos, gorduras e a carne de porco. Esta última já sabia que me fazia mal, mas quando me caiu a ficha já tinha sido tarde demais.

Com isto, reparei que tenho selins diferentes nas minhas bicicletas (2 BTT, 1 estrada) e isso, para mim, é o ponto fulcral que me faz ter esta crises. Assim estou a ponderar fazer um bike fit (o anterior ficou a meio por falta de material de quem estava a fazer) e adquirir novos selins (gradualmente) para as bikes. Para ter um ponto de partida (sim sei que é necessário outros factores para a escolha de um selim), qual o selim que recomendariam? Melhor, que aspectos devo ter em atenção e que são imprescindiveis para um bom?

Para este caso o Bom/Bonito/Barato (escolher dois deles) é complicado, isto é, Bom tem que ser, bonito como vou com a peida lá em cima é irrelevante, o barato por vezes sai bastante caro...


Abraço
Miguel
 
Top