(para lançar a discussão) sobre estatística... e sei que são dados compilados por IA... mas...
1. Acidentes com Vítimas (por 1.000 habitantes / ano)
O total de acidentes de viação com vítimas em Portugal ronda os
36.500 a 38.000 por ano, o que dá cerca de
3,5 a 3,6 acidentes com vítimas por 1.000 habitantes.
- a) Carro (Automóveis Ligeiros): ~2,5 acidentes por 1.000 hab. (envolvidos em ~70–73% do total de acidentes).
- b) Moto (Motociclos): ~0,85 acidentes por 1.000 hab. (cerca de 8.900 a 9.000 acidentes/ano).
- c) Bicicleta (Velocípedes): ~0,25 a 0,3 acidentes por 1.000 hab. (cerca de 2.800 a 3.000 acidentes/ano).
2. Mortes por Acidentes (por 1.000 habitantes / ano)
O número total de vítimas mortais em acidentes rodoviários em Portugal situa-se entre
460 e 480 mortes por ano. O total geral é de cerca de
0,045 mortes por 1.000 habitantes (ou 4,5 mortes por 100.000 hab.).
- a) Carro: ~0,020 mortes por 1.000 hab. (2,0 por 100.000 hab. — aprox. 210 a 220 mortes/ano de ocupantes de ligeiros).
- b) Moto: ~0,012 mortes por 1.000 hab. (1,2 por 100.000 hab. — aprox. 120 a 125 mortes/ano em motociclos).
- c) Bicicleta: ~0,0025 mortes por 1.000 hab. (0,25 por 100.000 hab. — aprox. 25 a 26 mortes/ano).
- d) Atropelamento (Peões): ~0,0065 mortes por 1.000 hab. (0,65 por 100.000 hab. — aprox. 65 a 70 mortes de peões/ano).
Logo, sair de bicicleta é mais seguro que sair de carro. Aliás, andar a pé é mais seguro!
Mais:
Taxa de Taxa de Letalidade (Mortes por Acidente)
Quando analisamos a probabilidade de um acidente resultar em morte (
Letalidade = Mortes / Total de Acidentes), o cenário altera-se substancialmente:
| Métrica (Dados ANSR) | Automóveis Ligeiros | Velocípedes (Bicicleta) |
| Acidentes por ano com vítimas | ~26.000 a 27.000 | ~3.000 a 3.200 |
| Vítimas Mortais | ~210 – 220 | ~25 – 26 |
| Taxa de Letalidade | ~0,8% (8 mortes por 1.000 acidentes) | ~0,8% a 0,9% (8 a 9 mortes por 1.000 acidentes) |
| Feridos Graves por Acidente | ~3,5% | ~5,0% (160+ por ano) |
@fernandes_85 a estatística está aí!
A minha interpretação dos números é que é mais seguro deslocar-me de bicicleta! Mas a minha percepção é que não o é! Mesmo eu na bicicleta adoptando uma condução defensiva, com o radar da Garmin para antever viaturas a aparecerem, tenho receio de andar na estrada de bicicleta. Mas tenho o direito de lá andar. E sinto que devo lá andar. E irei continuar a andar (assim como ando de mota

).
Nota final:
O caso muda de figura se em vez de comparar por 1000 habitantes, comparar por utilizadores de cada um dos meios:
Mortes por 1.000 Utilizadores de cada Meio / Ano
Aplicando o mesmo raciocínio às vítimas mortais anuais:
| Meio de Transporte | Mortes / Ano | N.º Estimado de Utilizadores | Mortes por 1.000 Utilizadores |
| a) Carro | ~215 | ~5.800.000 | ~0,037 mortes por 1.000 utilizadores (0,37 por 10.000) |
| b) Moto | ~122 | ~550.000 | ~0,222 mortes por 1.000 utilizadores (2,22 por 10.000) |
| c) Bicicleta | ~25 | ~175.000 | ~0,143 mortes por 1.000 utilizadores (1,43 por 10.000) |
E isto:
1. Com Veículos Motorizados Envolvidos (Colisões)
- Proporção: ~80% a 85% das mortes de ciclistas.
- Número aproximado: 20 a 22 mortes por ano.
- Interveniente principal: O automóvel ligeiro é o veículo envolvido na grande maioria destes acidentes fatais (seguido por veículos pesados e motociclos).
- Cenários mais comuns:
- Colisões por ultrapassagem (não cumprimento da distância lateral de segurança de 1,5m).
- Atropelamentos em cruzamentos/entroncamentos e rotundas por falta de cedência de passagem.
- Colisões traseiras em vias fora das localidades (onde as velocidades dos carros são mais elevadas).
2. Sem Outros Veículos Envolvidos (Despistes / Quedas / Obstáculos)
- Proporção: ~15% a 20% das mortes de ciclistas.
- Número aproximado: 3 a 5 mortes por ano.
- Cenários mais comuns:
- Despistes e quedas graves em descidas acentuadas ou em piso irregular/escorregadio.
- Embates contra obstáculos fixos (railes de proteção, postes, árvores ou passeios).
- Problemas de saúde súbitos (ex.: paragem cardiorrespiratória) que causam a queda fatal.
Ou seja, se existirem menos carros e mais bicicletas, os números começam a inverter-se.