Conversa da treta

acho q não teve nada a ver com preferencias...
Só pode ter ligado a TV ontem (segunda-feira)... mas aviso já que o TOUR de 2018 já acabou!!!
Há anos que a MOVISTAR se dedica a ganhar a GC por Equipas, tudo o que vier de acréscimo, tanto melhor...
...em termos de alojamento, as localidades que recebem as etapas (inicio/fim), também comparticipam, não sei se directamente nisso mas que pagam para a volta lá passar, lá isso pagam
Uma grande parte das localidades onde terminam / partem etapas possuem escassas condições de alojamento e muitas vezes atletas, equipas e as centenas de funcionários que, directa e indirectamente, estão ligados à organização têm de se deslocar entre pontos!!!

E sim, as localidades de partidas / chegadas, disputam financeiramente (e porque não dizê-lo, também, com o que de melhor podem fornecer), com largos meses de antecedência, uma posição que lhes permitam albergar um desses momentos, mas sempre a favor da organização.

Mais, as localidades atravessadas pelo percurso não tem expressividade financeira nessa comparticipação, antes sim de promoção do evento, apoio logístico, segurança e controlo de trânsito e espectadores.
...acho que, se há algo de injusto, nunca sabemos ao certo todos os valores que circulam, só as equipas têm capacidade para tentar mudar alguma coisa
Basta ler antes: se nem o OLEG TINKOF, o TRUMP do ciclismo moderno conseguiu alterar os cenários em favor das equipas / patrocinadores, não vislumbro quem o possa fazer no atual quadro de lideranças...
tendo em atenção que sou leigo no assunto...
Isto resume bem algumas coisinhas...
 

Ganfas

Active Member
Posso estar a ser um bocado ingénuo, mas se as equipas quisessem mesmo, não conseguiriam todas juntas bater o pé, mostrar uma posição de força dizendo que não participavam na prova X ou Y até conseguirem mudar alguma coisa?

É que sem os ciclistas também não há provas
 
Posso estar a ser um bocado ingénuo, mas se as equipas quisessem mesmo, não conseguiriam todas juntas bater o pé, mostrar uma posição de força dizendo que não participavam na prova X ou Y até conseguirem mudar alguma coisa?

É que sem os ciclistas também não há provas
isso é verdade sem duvida...
mas o problema é que no contexto actual precisam mais as equipas das provas do que as provas das equipas dado que as equipas andam com a corda no pescoço o ano inteiro e a suplicar por €€€ e a organização das corridas tem €€€ para esbanjar forte e feio...
 

Ruanito

Active Member
E sim, as localidades de partidas / chegadas, disputam financeiramente (e porque não dizê-lo, também, com o que de melhor podem fornecer), com largos meses de antecedência, uma posição que lhes permitam albergar um desses momentos, mas sempre a favor da organização.

Mais, as localidades atravessadas pelo percurso não tem expressividade financeira nessa comparticipação, antes sim de promoção do evento, apoio logístico, segurança e controlo de trânsito e espectadores.Basta ler antes: se nem o OLEG TINKOF, o TRUMP do ciclismo moderno conseguiu alterar os cenários em favor das equipas / patrocinadores, não vislumbro quem o possa fazer no atual quadro de lideranças...Isto resume bem algumas coisinhas...
presunção e água benta... :D

assumo que estou-me um bocado a burrifar no aprofundar dessas questões, tanto porque nem sabemos o que corre por trás

mas escusamos de ser ingénuos ou... vá deixa lá, isso de dar nas vistas não é para mim

The Tour is run by a commercial operation the Amaury Sport Organisation (ASO), which charges a staging fee to the towns and cities wanting the start and finish of each stage.

That fee varies depending on how big the stage is. So, you pay more for the Grand Depart (the start) and less for the end of a stage. Well that's the theory.

For example, York City Council paid £500,000 to host the start of Day Two, with operating costs including toilets and barriers on top of that.
Sheffield paid a staging fee of £200,000 for the finish which did attract some criticism in light of cuts elsewhere in the council's budgets.


According to TfL that included "the official launch in February 2006; the hosting fee paid to the ASO; and planning and delivery of the Opening Ceremony, Prologue and Stage One'.
In 2007 there was a contribution from other bodies including the London Development Agency (LDA).
Again, the aim was to boost the London economy, promote the capital and encourage cycling.
So, in 2007 London agencies paid £5.2m for the Grand Depart. Of that £2.4m was paid by the LDA and £3.815m from TfL


https://www.bbc.com/news/uk-england-london-28424843
 
...É que sem os ciclistas também não há provas
Nem de perto nem de longe!!!
Então em Portugal, coitadinhos dos ciclistas, vivem com o credo na boca e famintos de saírem à rua com dorsais no lombo...


Tomara eles que houvesse competição à séria, até novembro!!! Seria sinónimo que, depois de 15 de agosto, tinham salários, mais ou menos, garantidos.

As organizações das "grandes" provas ou voltas estão, cada vez mais, a revelarem-se autênticas sociedades e máquinas de fazerem dinheiro.
Não é à toa que são isso mesmo: EMPRESAS!!!


Querem ter nos seus eventos os melhores dos melhores, assim tenham condições organizativas e financeiras para tal!

Se um ano que fosse, por exemplo no que respeita à VOLTA A PORTUGAL, houvesse um boicote, greve ou chantagem dos atletas e/ou equipas exigindo uma maior fatia de distribuição de prémios monetários, e não fosse para a estrada, por exemplo, o prólogo inicial ou qualquer uma das etapas, podem ter a certeza que sairia do calendário UCI no imediato!!!

E tenho muitas dúvidas que voltaria a figurar, tamanha é cobiça por encaixar provas num calendário já tão espremido.

As equipas para obterem licenças UCI, sejam quais forem, têm um caderno de encargoscom muitas mais obrigações que direitos!

Obviamente que existe uma balança, mas neste momento um dos pratos está coladinho na base!!!
 

Duke

Active Member
presunção e água benta... :D

assumo que estou-me um bocado a burrifar no aprofundar dessas questões, tanto porque nem sabemos o que corre por trás

mas escusamos de ser ingénuos ou... vá deixa lá, isso de dar nas vistas não é para mim

The Tour is run by a commercial operation the Amaury Sport Organisation (ASO), which charges a staging fee to the towns and cities wanting the start and finish of each stage.

That fee varies depending on how big the stage is. So, you pay more for the Grand Depart (the start) and less for the end of a stage. Well that's the theory.

For example, York City Council paid £500,000 to host the start of Day Two, with operating costs including toilets and barriers on top of that.
Sheffield paid a staging fee of £200,000 for the finish which did attract some criticism in light of cuts elsewhere in the council's budgets.


According to TfL that included "the official launch in February 2006; the hosting fee paid to the ASO; and planning and delivery of the Opening Ceremony, Prologue and Stage One'.
In 2007 there was a contribution from other bodies including the London Development Agency (LDA).
Again, the aim was to boost the London economy, promote the capital and encourage cycling.
So, in 2007 London agencies paid £5.2m for the Grand Depart. Of that £2.4m was paid by the LDA and £3.815m from TfL


https://www.bbc.com/news/uk-england-london-28424843
assim sendo fica provado que so com as passagens nas terrinhas fica o Tour mais que pago...
ou seja podiam muito bem aumentar consideravelmente os prémios
 
assim sendo fica provado que so com as passagens nas terrinhas fica o Tour mais que pago...
ou seja podiam muito bem aumentar consideravelmente os prémios
Não insistam em proliferar ideias erradas. Não há valores expressivos nas passagens, antes sim e apenas nas partidas e chegadas!

Aliás, o artigo de 2014 assim expressa...
...For example, York City Council paid £500,000 to host the start of Day Two, with operating costs including toilets and barriers on top of that...
Sheffield paid a staging fee of £200,000 for the finish which did attract some criticism in light of cuts elsewhere in the council's budgets...
O TOUR fica pago 3 horas antes de cada partida real!!!

Quando passa a caravana publicitária. Todos os anos são recusadas centenas de propostas de marcas, pelos mais diversos motivos, mas o principal é o limite, ou melhor, a extensão da própria caravana!!!
Agora imaginem o resto...


Em Portugal, é exactamente ao contrário!

Vale bem mais uma chegada que uma partida. Corrijam-me se este ano for diferente do que sucede à décadas...
 

Ruanito

Active Member
Mas foi só isso que se disse. Não estavas à espera que todas as aldeias onde passa o tour pagassem para tal. Obviamente que é onde pára toda a caravana. Nas partidas e nas chegadas.

Sempre foi e sempre será.

Qaunto aos ciclistas, Portugal não é exemplo para ninguém, e o Trump do ciclismo dificilmente ganha alguma coisa sozinho.

Mas se as grandes equipas fizessem "finca pé" algumas coisas talvez se alterassem. Se recebem assim tão pouco pq não refilam? É de desconfiar.